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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Diário de Campanha XXI




27/05/2008


PORTO - BARCELOS - VISEU - GAIA - LISBOA
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Finalmente a agenda do dia não prevê deslocações tão distantes como as anteriores pelo que Pedro Santana Lopes aproveita para fazer contactos úteis. A meio da tarde, cerca de 250 militantes esperam-no na Assembleia Municipal de Viseu para uma sessão de esclarecimento. Destaque para as palavras de Pedro Ruas e Ricardo Campos, dois jovens com responsabilidades políticas locais que, de longe, quiseram dar o seu apoio a Santana Lopes. O Presidente da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato, Ricardo Campos (na fotografia) fez um discurso assinalável no qual enquadrou a história do PSD no País e defendeu o enfoque do Partido para Portugal, concluindo: «No dia 31 espero que os militantes se lembrem que o PSD tem, de novo, o Objectivo Portugal para cumprir».
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Em Viseu, capital do interior, Pedro Santana Lopes lembra: «Sou o único candidato que tem no seu programa a coesão territorial a que chamo a causa das causas. Não o faço por estar em campanha. Sempre o fiz quando estive em funções». E exemplificou a transferência das delegações da Secretaria de Estado da Cultura do Porto para Vila Real e de Lisboa para Évora, no início dos anos 90, e quando foi Primeiro-Ministro e também transferiu Serviços do Estado para vários pontos do País. «Vai estar tudo naquele boletim de voto. O caminho que queremos para o PPD/PSD e para Portugal. Depois de dia 31 não haverá maneira de os votos voltarem para trás. Conto com todos os que estiverem com espírito construtivo, que são quase todos. No grupo parlamentar tenho gente extraordinária e, lá por estarem a apoiar outras candidaturas, não os perdi de vista. Vou buscá-los depois de Sábado».
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O candidato à Presidência do PSD seguiu para Gaia onde o esperavam centenas de militantes numa sessão entusiástica organizada por Firmino Pereira, Vereador de Luís Filipe Menezes na autarquia, que mereceu uma palavra muito especial de Santana Lopes: «O distingue as pessoas são as atitudes nas alturas difíceis em que outros vergam. O que mais me impressiona são as pessoas com carácter, exemplos vivos de como a condição humana é fantástica. E o companheiro Firmino Pereira tem um grande carácter». (ver discurso na íntegra no Portal: www.pedrosantanalopes.com).

terça-feira, 27 de maio de 2008

Diário de Campanha XX




26/05/2008

CELORICO DE BASTO - AMARES - ESPOSENDE - VILA VERDE - BRAGA
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O Minho recebe Pedro Santana Lopes com chuva miúdinha e muitos militantes. A dinâmica da campanha cresce à medida que se aproxima da recta final. Os debates animam e o candidato demora-se mais do que o previsto em cada destino. De novo, o facto de ser o único candidato presente no Parlamento é repetido nas perguntas e respostas. Pedro Santana Lopes reconhece que é politicamente muito importante que o líder da Oposição se afirme semanalmente, cara-a-cara, com o Primeiro-Ministro na Assembleia da República. E só ele pode desmascarar ali as promessas não cumpridas de José Sócrates.
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Este o primeiro de cinco pontos de uma carta que Pedro Santana Lopes enviou hoje, por mail, a 25 mil militantes para ponderação na escolha de dia 31 de Maio. Nos outros pontos ressalta ainda a avaliação do percurso político e profissional dos candidatos sendo que PSL tem a vantagem de ter sido Presidente de uma Câmara média e do maior Município de Portugal, presidiu ao Conselho da Região Centro, foi deputado europeu e, a nível do Poder Central, exerceu durante sete anos duas pastas com incidência transversal em todo o País: a Presidência do Conselho de Ministros e a Cultura. Como disse em várias intervenções: «Sei onde os processos páram e o que é preciso para os fazer avançar. Tenho obra feita em todo o País. A credibilidade mede-se na coerência entre o que se pensa, o que se diz e o que se faz. E a minha obra fala por si».
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Sem ignorar as fragilidades políticas que podem ser sugeridas, Pedro Santana Lopes aborda a questão do seu regresso à liderança «tão cedo» depois dos resultados de Fevereiro de 2005. «Sei que alguns consifderam que ainda é cedo para me candidatar a PM. Lembro que, em Junho de 2004, aceitei o poder sem ter possibilidade de o legitimar pelo voto, depois da maior derrota eleitoral de sempre do PSD coligado com o CDS-PP, nas Europeias de Junho de 2004, disputadas por Durão Barroso e Paulo Portas. Viviam-se tempos difíceis no PSD e no País. Podia ter continuado o trabalho tão gratificante na Câmara de Lisboa mas entendi que o meu dever era garantir a continuidade do PSD à frente dos destinos do País. Não correu bem. Mas todos reconhece, que dominava, como domino, os dossiers e não me apontam um erro nas medidas tomadas na governação. Não volto a aceitar o poder de outras mãos, que não as do povo. Sei que sempre que o exerci com legitimidade directa nunca tive problemas na prossecução das minhas políticas nem com a disciplina das minhas equipas».


«No dia 31 votaremos também em propostas diferentes para o País. Há um caminho para Portugal em que acredito e que só eu defendo porque não vi representado por nenhum dos outros candidatos. Logo de início, apresentei um Manifesto com as linhas orientadoras da acção governativa para o País, onde destaco a prioridade do crescimento económico aliado a uma política progressiva de harmonização fiscal com Espanha e ao equilíbrio das Contas Públicas. Tenho como causa das causas o combate à desertificação a par da protecção das instituições essenciais e dos mais desfavorecidos. Por isso entendo que, em matérias como a Justiça e a Saúde, o Estado deve reforçar a sua intervenção, ao contrário que defendem outros candidatos que se confessam mais liberais. Sinto-me bem nos princípios da nossa matriz social-democrata».

«Finalmente, considero que sou o candidato que está em melhores condições para confrontar José Sócrates nas Legislativas de 2009. Os Portugueses sabem que perdi as últimas eleições falando sempre a verdade sobre o que faria depois de eleito. Não garanti o que não podia. E lembram-se bem que, na mesma campanha, o actual Primeiro-Ministro tudo prometeu para, depois de eleito, fazer o contrário. Assim foi nos impostos, no emprego, nas pensões, nas taxas moderadoras e nas SCUT, para dar alguns exemplos. Em 2009, não poderá fazer o mesmo à minha frente porque lá estarei para lhe apontar as promessas não cumpridas e porque sou quem tem o mais adequado programa para que, com uma nova ambição nacional, possamos ousar enriquecer Portugal e, em vez de ficarmos para trás, acertarmos o passo ao ritmo de desenvolvimento dos outros parceiros europeus».

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Entre a habilidade e a realidade


Vale a pena ver como é que o apoiante de Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa, consegue dizer que a sua candidata venceu o debate sem ter o domínio dos dossiers que reconhece a Pedro Santana Lopes e sem estar no seu melhor o que, segundo diz, aconteceu com este adversário. Leia e distinga a verdade da habilidade.

Pedro Santana Lopes – ganhou na luta contra Passos Coelho. Ficou acima das expectativas, que eram baixas, superou-as. Dos três é o que tem maior informação sobre os dossiers da Governação – mais do que MFL e do que PPC - porque todas as semanas tem de se preparar para os debates com o Primeiro-Ministro. É bom em termos televisivos e tomou proveito disso. Foi quem provocou as ocasiões de debate. Fez render bem isso.

Pedro Passos Coelho afundou-se. É curioso. Não só concordou sistematicamente com MFL, começou sempre por dizer «eu concordo» com grande fervor reverencial, como, sobretudo, veio confirmar um problema que dá razão a algumas críticas que lhe faziam: tem uma grande imagem. Não haverá muitos na classe política portuguesa com tão boa imagem – boa voz, boa presença, boa articulação – mas tem dois problemas de conteúdo: (1) é teórico, vê-se que nunca meteu a mão na massa, nunca geriu coisa nenhuma - até Patinha Antão já foi Secretário de Estado! - fala de tudo teoricamente. Hoje a posição sobre o IVA é teórica, não sabe que não é possível e, aí PSL apanhou-o bem. (2) Não fala com convicção. O que PSL tem a mais é convicção. (Mª Flor Pedroso: Porque diz isso?) Pelo tom. Fala de tudo com o mesmo tom acéptico e indiferente. Ora, num debate, há que haver empenhamento no tom das coisas importantes. PSL é o contrário. Tem convicções. Quando diz «bom dia» é como se estivesse a fazer uma proclamação importantíssima ao País. PPC é o contrário: o que diz é bem articulado no mesmo tom.

Manuela Ferreira Leite - não foi das melhores intervenções. Esteve àquem do que é. De início não avançava bem e muitas vezes deu a sensação, não apenas de que se continha para não querer tomar partido em posições que a comprometessem no futuro, o que é responsável, mas que não dominava totalmente a informação sobre os dossiers básicos, o que acho admissível porque a decisão de avançar tem um mês. Mas ganhou. Vasco Pulido Valente diz que se colocou noutro plano porque todos os outros se colocaram perante ela com um temor reverencial. Isso tem a ver com o respeito, O que a Opinião Pública vota na sondagem esmagadora como credibilidade é a respeitabilidade, no Curriculae Vitae, na experiência governativa, na imagem que deixou. Mesmo quem não gosta dela tem uma imagem de respeito. E até de duas coisas de que é politicamente incorrecto falar: é Mulher e tem uma idade senatorial. E isso conta num debate. Não só para entrar num eleitorado feminino como para entrar num grupo etário. Veja o que é um candidato mais novo, com outro pedigri, por exemplo José Sócrates com aquele feitio irritadiço perder a cabeça num debate com MFL. Não é a mesma coisa do que perder a cabeça com um cavalheiro.

Flor: Neste momento pensa que a questão está entre MFL e PPC ou entre MFL e PSL?

Marcelo: Com PPC. Deixe-me fazer este exercício mesmo que vá falhar. MFL vai à frente em Lisboa, área Metropolitana e Oeste; Coimbra, Aveiro, Açores e porventura em Bragança. Há equilíbrio em Castelo Branco, Guarda ou Portalegre. PPC – Porto, Viseu, Leiria (porque Caldas) e Madeira, claramente. PSL tem Beja e Faro e em Braga pode ter uma posição forte. Tudo somado: MFL está à frente, PPC a seguir e a uma diferença substancial está PSL, apesar de uma melhor campanha nesta ponta final. A vitória de MFL vai depender do nº de votantes e do peso de PSL, que come em cada um.

Flor: PPC não acredita que MFL vá buscar votos fora do PSD.

Marcelo: Não é o que as sondagens dizem. Esse é o problema dramático de PPC. Os militantes vão escolher alguém com peso no eleitorado nacional ou sem peso no eleitorado nacional? Ora o problema do Partido é ter estado deslocado do eleitorado nacional com Menezes, com PSL e não sei se com Marques Mendes – há duas posições sobre isso. Agora, MFL todas as sondagens mostram que o eleitoral em geral e o PSD por uma maioria esmagadora acha que deve ser MFL. PPC é visto atrás de PSL como plausível PM ou líder do PSD.

Flor: Quem é melhor para Sócrates?

Marcelo: Em relação a PSL acho que a questão de chegar à liderança não se coloca sequer. Dos dois melhores aquele que tem condições de fazer melhor score eleitoral neste momento é MFL porque olhando as sondagens tem mais.

Flor: Sócrates teme mais MFL ou PPC?

Marcelo: Acho que teme mais MFL até por uma razão simples: Sócrates não vai ter maioria absoluta se ganhar e não tendo maioria absoluta precisa de alguém para fazer uma coligação e pode ser o PSD. É mais fácil fazer com o PPC do que com MFL, até pelos antecedentes de um e de outro. E, portanto, pragmaticamente, até por essa razão a coisa e põe assim.

(Marcelo continua dizendo que não há bela sem senão e que a vitória de MFL coloca um problema ao PSD de «clivagem etária» uma vez que a Juventude está com Passos Coelho e a Velha Guarda com ela).