Também Carlos Carreiras, no exercício das suas funções, precisou de analisar este dossier e constatou que as acusações de desequilíbrio orçamental que conhecia pela Comunicação Social eram injustas e infundadas tendo verificado que a despesa desceu, a receita subiu e o passivo diminuiu.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Carlos Carreiras explica porque não vota Manuela Ferreira Leite
Também Carlos Carreiras, no exercício das suas funções, precisou de analisar este dossier e constatou que as acusações de desequilíbrio orçamental que conhecia pela Comunicação Social eram injustas e infundadas tendo verificado que a despesa desceu, a receita subiu e o passivo diminuiu.
DIÁRIO DE CAMPANHA IX
LISBOA – CASCAIS
Manhã parlamentar. Em preparação, o agendamento potestativo do PSD marcou para amanhã sobre Políticas Públicas de Família. Seis projectos de lei que foram apresentados no dia em que o PS aprovou a nova lei do divórcio. Ainda nesta manhã, na sede de campanha, o candidato dá uma entrevista ao Público. Parlamento depois do almoço.
A meio da tarde as rádios e televisões anunciam a decisão de Alberto João Jardim de não se candidatar à Presidência do PSD. O líder madeirense declara o seu apoio à candidatura de Pedro Santana Lopes. «Foi uma posição que aguardei com respeito e que registo com muita satisfação», dirá o candidato. Também Mendes Bota, Presidente da Distrital do Algarve apoia Pedro Santana Lopes à liderança. A campanha aquece.O serão em Cascais revela esta dinâmica. Todos não cabem na sala grande do Hotel Baía onde Pedro Santana Lopes se bate pela clarificação das diferenças entre os candidatos e as propostas, sem jogos prudenciais. «No PSD há vários equívocos que importa clarificar. É preciso saber como chegámos aqui». Lembra que em Junho de 2004 o PSD e o CDS obtiveram juntos o pior resultado de sempre (e não em Fevereiro de 2005). Nessa altura, Manuela Ferreira Leite revelou que já tinha pedido para sair do Governo porque não tinha condições para continuar atendendo à severidade das políticas que tinha adoptado na pasta das Finanças. Pedro Santana Lopes diz que estava bem na Câmara de Lisboa mas honrou o compromisso com Durão Barroso, com o Partido e com o País.
«Nos seis meses que estive no Governo, não fui apoiado por aqueles que andei a defender por todo o País durante dois anos, nos debates com José Sócrates e nos artigos que escrevia no Diário de Notícias». A sala cala o orador com aplausos. «Se tivéssemos sentido esse apoio, Jorge Sampaio não tinha sentido margem para fazer o autêntico Golpe de Estado Constitucional de dissolver o Parlamento com uma maioria estável». Novo aplauso.
Depois fala das políticas que cada candidato apresenta e convida os militantes a escolherem bem, não por questões menores, mas por Portugal. «Qual dos candidatos tem as políticas que considero melhores para o País?». Pedro Santana Lopes não se resigna à sorte de Portugal que não descola dos últimos lugares nos índices de desenvolvimento sobretudo se comparado com a Grécia, a Eslováquia ou alguns países do Báltico. «Não são os Primeiros-Ministros e os Ministros das Finanças, como Manuela Ferreira Leite, que são incompetentes. São as políticas que estão erradas. SÓ SE FALA A UM POVO DE CASTIGO, NÃO SE FALA A UM POVO NUM CAMINHO. Temos de romper com esta obstinação de seguir sempre as mesmas políticas» em relação às quais considera que há no País uma mentalidade de resignação e de contenção.
Destaque ainda para a intervenção de Carlos Carreiras: «Nesta escolha, estou no pior dos mundos: não sei o que quero mas sei o que não quero». Apesar de não ter decidido ainda o seu sentido de voto, elogiou Santana Lopes e disse que não se pode propor para Lisboa quem não se deseja para líder do PSD. E adiantou que, em qualquer circunstância, o apoiaria sempre para Lisboa.
Depois passou a enunciar as múltiplas razões pelas quais não vota em Manuela Ferreira Leite. Entre as quais, considera particularmente grave a parcialidade com que lidou com a questão financeira da Câmara Municipal de Lisboa tendo preferido atacar a gestão de Pedro Santana Lopes durante os últimos anos, posição que manteve publicamente mesmo quando o Tribunal de Contas a esclareceu sobre esta matéria no sentido contrário. Também Carlos Carreiras, no exercício das suas funções, precisou de analisar este dossier e constatou que as acusações de desequilíbrio orçamental que conhecia pela Comunicação Social eram injustas e infundadas tendo verificado que a despesa desceu, a receita subiu e o passivo diminuiu.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Diário de Campanha VIII
13/05/2008
LISBOA
Manhã em São Bento para organizar os trabalhos parlamentares da semana. Ainda antes do almoço, Pedro Santana Lopes tem uma reunião com um cliente no escritório. Só depois a campanha: importa acertar detalhes da estrutura organizativa dos mandatários cuja apresentação decorre na Quinta-Feira, no Palácio da Bolsa, no Porto
Segue-se uma entrevista, de quase duas horas, ao Expresso, que sairá no primeiro caderno da próxima edição. Conduzem a conversa, Ângela Silva e Nuno Saraiva. Rui Dias regista a imagem. Tempo para a leitura de alguns dossiers antes de jantar com a Família. Depois, a prevista sessão de esclarecimento na Secção A de Benfica, em Lisboa.
O primeiro andar do 53 da Rua República da Bolívia é pequeno para tantas pessoas que ali se deslocam neste serão a meio da semana.Depois de eleito, o candidato quer ordem no Partido para ter condições para «pedir contas ao PS em vez de, no PSD, se estar sempre a pedir contas uns aos outros». Depois, passa a expor o que distingue o modelo de desenvolvimento que propõe para Portugal do de Manuela Ferreira Leite. Há silêncio na sala e ruído entre os que não conseguem entrar. Pedro Santana Lopes detém-se na política:
«Todos os anos ouvimos o anúncio de novas obras que representam encargos certos que irão sobrecarregar as gerações futuras. São decisões da responsabilidade do Estado que sobrecarregam a despesa. Do lado da receita o País definha». Refere o exemplo da taxa de produtividade a 70% em Portugal e a 100% na Grécia. «Porque é que países como a Grécia, que há três anos estavam como nós, já nos escaparam desta maneira? Porquê?». Acredita que a resposta está no modelo de desenvolvimento dos últimos anos que considera errado.
Volta a referir a necessidade de harmonizar os impostos num mesmo espaço económico - no nosso caso o Ibérico - tal como se passa entre os países da Escandinávia e do Báltico. Ouvem-se palmas. «Há um erro na formulação da política económica que teima em ver a política fiscal só como instrumento da política orçamental. Não há país que progrida assim! Quando tomei posse, como Primeiro-Ministro, inverti a ordem dando maior importância ao Ministério da Economia do que ao Ministério das Finanças porque temos de cuidar da boa receita e não da receita neutra e castigadora dos impostos».
Diz compreender Manuela Ferreira Leite na pasta das Finanças mas lembra que um Primeiro-Ministro tem de dizer também como ter esperança e como produzir. «Espanha aprovou agora um plano de impulso à actividade económica. Temos de fazer esse caminho. Há múltiplos economistas europeus que o apontam. Entre nós, Miguel Cadilhe é da mesma opinião. Não se podem continuar a fazer políticas pró-ciclo».
O candidato refere ainda o reforço do investimento na Segurança e a coesão territorial. Lembra que se recusou a fechar a Maternidade de Chaves quando essa proposta chegou ao Conselho de Ministros, em 2004, porque isso seria dar um sinal às pessoas de que não valia a pena nascer naquela terra. E conclui: «ESTA FORMA DE VER O PAÍS COM UMA RACIONALIDADE CONTABILÍSTICA É TUDO O QUE NÃO PRECISAMOS».
Amanhã Pedro Santana Lopes fará outra sessão de esclarecimento em Cascais.
TSD de Lisboa
TSD DE LISBOA APOIAM PEDRO SANTANA LOPES
12/05/2008
Os TSD da Área Metropolitana de Lisboa decidiram apoiar a candidatura Pedro Santana Lopes porque, de acordo com o seu comunicado «acreditam que a confiança e a mobilização dos social democratas e dos portugueses só é possível com a eleição do candidato» porque é quem «detém todas as condições de melhor intervenção na dinâmica da construção de um Portugal modernizado, inovador, mais próspero e justo».
Os TSD consideram «que o dr Pedro Santana Lopes é o candidato a Presidente do PSD com mais sensibilidade social e humanista, identificando-se melhor com a matriz social-democrata. O seu programa e os princípios orientadores para todas as áreas de governação são objectivos que nos identificam e subscrevemos. O dr Santana Lopes está muito bem preparado, é líder parlamentar e encontra-se em melhores condições para presidir ao PSD e ganhar em 2009 ao eng. José Sócrates. Os TSD de Lisboa apoiam o dr Santana Lopes incondicionalmente para bem do PSD e de Portugal».
segunda-feira, 12 de maio de 2008
DIÁRIO DE CAMPANHA VII
LISBOA
10h - 11h Entrevista da Pedro Santana Lopes ao Radio Clube Português.
"Pedro Santana Lopes considera que Manuela Ferreira Leite devia abandonar a corrida à liderança do PSD.
O candidato disse esta manhã no Rádio Clube que é impensável que um candidato a líder admita que não votou PSD numa eleição nacional. Santana Lopes lembrou que, para ele, foi muito difícil votar em Carmona Rodrigues em Lisboa, mas votou, por causa da fidelidade ao PSD.
Pedro Santana Lopes lembrou que Pedro Passos Coelho deve primeiro gerir alguma coisa antes de tentar gerir o país e deixou um recado a Luís Felipe Menezes: antes de decidir quem apoia, é bom que veja quem apoia."
in: http://www.radioclube.clix.pt/
À tarde, reúne a Comissão Política da Candidatura de Pedro Santana Lopes agora contando também com a presença de Luís Cirilo, ex-Governador Civil de Braga, que trabalhará na direcção da campanha. Em agenda a reunião do Conselho Nacional do PSD, a realizar hoje à noite na Sede Nacional do Partido, e a programação da campanha para o resto da semana.
Pedro Santana Lopes decide não ir ao Conselho Nacional por considerar uma forma gentil de assegurar a igualdade, em respeito a outros candidatos – como Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho - que não têm assento neste órgão do PSD. Em relação à agenda que está em cima da mesa, Pedro Santana Lopes considera que se tratam de questões processuais e regulamentares. Como candidato, é sua obrigação tratar de questões mais políticas e substanciais.
Novos apoios chegam à sede. Os TSD da Área Metropolitana de Lisboa anunciam em comunicado o seu apoio entusiasta à candidatura de Pedro Santana Lopes. «Considero que o dr Pedro Santana Lopes é o candidato a Presidente do PSD com mais sensibilidade social e humanista, identificando-se melhor com a matriz social-democrata. O seu programa e os princípios orientadores para todas as áreas de governação são objectivos que nos identificam e subscrevemos. O dr Santana Lopes está muito bem preparado, é líder parlamentar e encontra-se em melhores condições para presidir ao PSD e ganhar em 2009 ao eng. José Sócrates. Os TSD de Lisboa apoiam o dr Santana Lopes incondicionalmente para bem do PSD e de Portugal». Da Beira Alta, Fernando Andrade, Presidente da Câmara Municipal de Aguiar da Beira, é Mandatário Distrital pela Guarda.
Neste dia, tempo ainda a meio da tarde, para participar de uma reunião da direcção do seu escritório de advocacia. Amanhã à noite estará na secção A do PSD de Benfica.
DIÁRIO DE CAMPANHA VI
Nesta manhã de Domingo, o Jornal de Notícias trás declarações de Manuela Ferreira Leite sobre o seu sentido de voto nas Eleições Legislativas de 20 de Fevereiro de 2005. Questionada sobre a escolha que fez nas urnas, a candidata não respondeu «PSD» preferindo dizer que não falaria sobre este assunto. Ainda em casa, Pedro Santana Lopes recebe múltiplos telefonemas e mensagens de militantes que se dizem chocados com esta informação que será vista na Sede Nacional, juntamente com a análise da imprensa do dia.
Depois de almoçar com a Família, Pedro Santana Lopes faz-se à estrada com a comitiva da campanha, a caminho de Lamego. Espera-o casa cheia no Parque Hotel, junto ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, para nova sessão se esclarecimento. A enchente da sala obriga a uma ampliação logística de última hora o que contraria as notícias que anunciavam uma adesão maioritária a outras candidaturas nesta região.
O candidato desenvolveu os temas do seu Manifesto Eleitoral sobretudo no que toca às questões económicas que penalizam a interioridade. Referiu a importância do investimento nestas regiões, a imperiosa harmonização fiscal no espaço ibérico e o problemático encerramento de serviços que se sente particularmente naquela zona pelo que foi muito aplaudido.
Antes de voltar para Lisboa, tempo para jantar com militantes a convite da Concelhia de Lamego. Quatrocentos quilómetros depois, escreveu a crónica que iria para o ar, horas depois, às 8.40h e, ainda, oportunidade para assistir na Cerimónia dos Globos de Ouro da SIC aquilo a que chamou a «justa distinção» a Eunice Muñoz.
domingo, 11 de maio de 2008
Declarações de Nuno Delerue
E este entendimento abrange todos! Até o Pedro Santana Lopes em relação às autarquicas de Lisboa de 2005, no caso em votar Carmona/Paula Teixeira da Cruz. O que, independentemente de tudo o que se sabe, seguramente, ele fez!"
Nuno Delerue
DIÁRIO DE CAMPANHA V
10 DE MAIO DE 2008
O dia começa com uma reunião da Direcção da Campanha na Aguda, em Gaia, para programação da agenda política. Depois do almoço, novo encontro de trabalho num hotel de Gaia, com vereadores e militantes da concelhia, aos quais se junta Luís Cirilo, ex Governador Civil de Braga e Deputado, que ali se desloca para manifestar o seu apoio apesar de o Expresso dessa manhã o anunciar como apoiante de outra candidatura.
Sabendo que estaria perto de Vila Nova de Gaia, dois dias antes combinou encontrar-se com Luís Filipe Menezes na Afurada, onde decorreria a sessão de esclarecimento. Lá se encontram no café onde Pedro Santana Lopes dirá: «Queria estar com um amigo que, para além disso, ainda é o Presidente do Partido por quem dei a cara nos últimos sete meses», respondeu o candidato à imprensa «Julgo que fui o único dos três candidatos a fazê-lo. Há quem não consiga fingir que esteve contra ele e há quem tente fingir que esteve, com intuitos meramente eleitorais». Irão visitar juntos as obras da nova Junta de Freguesia e o local onde, em breve, será construída a Marina. A recepção do Povo daquela terra piscatória é extraordinária. Decorre um espectáculo de Quim Barreiros e as ruas estão cheias de gente. Muitos querem cumprimentar o candidato e fazem-no com simpatia.
Já em Arouca, numa sessão de esclarecimento no auditório do Quartel dos Bombeiros à cunha, Pedro Santana Lopes falou da «Causa das causas» que introduziu na agenda parlamentar: o combate à desertificação. Sempre considerou que há zonas do Litoral que, pelas difíceis acessibilidades, constituem pólos de interioridade no País. É o caso de Arouca, no Distrito de Aveiro. Durante a viagem de volta para Lisboa, há tempo para múltiplos contactos com Presidentes de Câmara e dirigentes de Concelhias do PSD. Ainda irá à Sede Nacional, depois de jantar, ultimar os preparativos da viagem do dia seguinte a Lamego onde fará uma nova sessão de esclarecimento no Hotel Parque. Reconfortantes são as mensagens de agradecimento que entretanto chegam de Gaia. Publicado por: Candidatura Pedro Santana Lopes
sábado, 10 de maio de 2008
Diário da Campanha IV
9 DE MAIO DE 2008
LISBOA - CASTELO BRANCO - LISBOA
O almoço breve do candidato com elementos da campanha precede uma tarde de gravações de respostas a perguntas de militantes que irão constar no site. No blogue pessoal escreve sobre as Directas nas Eleições americanas e a força que esta legitimação dá, depois, aos candidatos no confronto externo. Tempo ainda para receber pessoas que se dirigem à sede nacional para entregar flores, pedir que assine uns livros ou, simplesmente, oferecer apoio à candidatura. Entre elas, alguém que começou por apoiar outro candidato mas não conseguiu manter-se quando soube da decisão de Pedro Santana Lopes também concorrer.
Sucedem-se os telefonemas para escolher os mandatários em todo o País. Em Aveiro fica Jorge Tadeu, Deputado da Comissão dos Negócios Estrangeiros e Secretário-Geral adjunto do PSD. O Secretário de Estado de Sá Carneiro, Carlos Sousa Brito, dá o seu apoio e integra a Comissão de Honra.
No final da tarde, partida para Castelo Branco onde um grupo de militantes de todas as candidaturas espera Pedro Santana Lopes para jantar seguido de sessão de esclarecimento. Foi este o primeiro destino por si escolhido na campanha das Legislativas de 2005. E este o Distrito da primeira Presidência Aberta que o líder parlamentar do PSD fez no País. A sala está cheia, talvez 200 pessoas. Como se disse, estão presentes militantes com escolha múltipla, como importa a quem se quer esclarecer.

Carlos São Martinho, Presidente da Distrital, e Manuel Frexes, mandatário por Castelo Branco fazem os discursos de apresentação. Amável o anfitrião. Eloquente o segundo: «A responsabilidade de controlar o défice é do Governo não das famílias e das empresas», referiu a propósito da política fical de Sócrates que Santana Lopes desenvolveria.
Durante cerca de uma hora o candidato convidou os militantes a pensarem na sua escolha com liberdade e conhecimento de cada proposta. Insistiu na ideia: «Quando escolhemos um líder temos de saber o que é que ele quer fazer quando for eleito. Ninguém tem o direito de dizer que só depois dirá o que fará (...) votar no escuro? não». A assistência interrompeu várias vezes com aplausos. Aconteceu também quando o candidato disse que queria ordem no partido: «Qualquer um que esteja viciado em pôr em causa o líder eleito, terá de fazer uma escolha».
Numa clara alusão à herança de Durão Barroso no Governo, Pedro Santana Lopes lembrou os militantes que sempre que exerceu o poder com legitimidade própria, não houve lugar a quaisquer «desvarios», seja na Cultura, na Figueira ou em Lisboa: «Todos estavam em convergência». Depois falou de Portugal, da falta de ambição, de esperança e de fôlego que uma política fiscal castigadora e orçamental impõe ao País. «Está instalada uma cultura à luz do pensamento macro-económico» Defende antes uma política de estímulo ao investimento e mostrou-se inconformado com o atraso português em relação a quase todos os países europeus. «Porque será que a Espanha, a Grécia e os países de Leste podem fazer mais e melhor? Porque regredimos quando os outros avançam?».
O candidato traçou o caminho da aposta no equilíbrio das contas públicas através da correcção das receitas pelo lado indutor da economia, uma vez que a despesa tem dificuldades em manter-se ou em descer. Defendeu a harmonização fiscal com Espanha no IVA e no IRC e um programa de estímulo às empresas, tal como Espanha o fez agora, apesar de estar numa situação francamente melhor. «Temos de apostar nos caminhos que levam Portugal ao crescimento».
Publicado por: Candidatura Pedro Santana Lopes
sexta-feira, 9 de maio de 2008
DIÁRIO DE CAMPANHA III
As respostas de Manuela Ferreira Leite, ontem à noite na RTP, sobre a matéria fiscal e, sobretudo, sobre a política da Educação, são tão distintas das desta candidatura que importa clarificar essas diferenças numa intervenção que será útil para o processo de decisão dos militantes. Desde o início que se disse que esta campanha serviria para dar a conhecer o que distingue as propostas de Governo, mais do que para discutir pessoas. O dia começa, assim, com a preparação de uma intervenção sobre Educação e fiscalidade a ser realizada a meio da tarde, pelo militante Luís Gomes. (ver gravação no site)
Sendo Quinta-Feira, Pedro Santana Lopes lidera a bancada parlamentar do PSD no plenário quando se discute uma Moção de Censura do PCP ao Governo, devida ao desacordo dos comunistas sobre a legislação laboral. Questionará o Primeiro-Ministro sobre mais este pacote político herdado do seu Governo e, providencialmente, plagiado pelos socialistas.
Enquanto isso, chega à sede nacional o apoio de Manuel Frexes, Presidente dos Autarcas Sociais-democratas, assim expresso: «A pessoa que melhores condições tem para combater o centralismo e recolocar as autarquias ao serviço de uma estratégia de modernização do País é, justamente, alguém que já foi Primeiro-Ministro, autarca e que presidiu à maior Câmara do País». Curiosamente, este apoio inestimável chega no dia em que Fernando Ruas, Presidente Associação Nacional dos Municípios Portugueses, saiu a favor de outra candidatura. As boas notícias não param de chegar: ao fim da tarde, Pedro Santana Lopes recebe a Deputada Ofélia Moleiro, do Distrito de Leiria, que veio à sede com a Deputada Ana Manso, para ambas manifestarem o seu apoio.
Ultima-se a lista dos mandatários em todo o País. Esta noite foi a vez de Roberto Grilo, de Portalegre, e de Florival Pinto, de Évora, se juntarem ao grupo dos representantes de Pedro Santana Lopes no País. Amanhã o candidato parte para Castelo Branco onde, depois de jantar, haverá uma sessão de esclarecimento no Instituto Português da Juventude.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Diário de Campanha II
Quarta-Feira é dia de Plenário na Assembleia da República. Hoje a campanha terá de fazer caminho sem mim na sede de candidatura e um pouco por todo o País durante a maior parte do dia. As funções de Líder Parlamentar não permitem que me ausente dos trabalhos em São Bento.
De manhã cedo, há tempo para reunir com a equipa e definir as prioridades do dia. A organização da volta prossegue, bem como a imperativa recolha dos apoios no País. Estamos a concluir a lista de mandatários e tenho tido agradáveis surpresas. Se peço referências a alguém, cuja opinião respeito, sobre um nome para um determinado Distrito, oiço do outro lado da linha alguém que me diz: «Eu é que teria muito gosto em ser o seu mandatário no Distrito».
O tempo urge. Sei o que valem três semanas numa campanha política que não se esperava fazer. Dirijo cartas aos militantes e envio o meu Manifesto aos autarcas sociais-democratas, senhores da imensa responsabilidade de promover a qualidade de vida dos portugueses, onde habitam e onde trabalham.
O fim do dia na sede é um tempo curto para todo o trabalho a fazer. A candidata Manuela Ferreira Leite é convidada na Grande Entrevista da RTP, com Judite de Sousa. Tenho curiosidade em ouvir as suas ideias mas detenho-me ainda numa reunião importante com militantes de várias concelhias. Mais tarde ouvirei as suas propostas.
Pedro Santana Lopes
Diário de Campanha I
Decidi lançar a candidatura no exacto dia em que o PPD-PSD faz 34 anos porque me revejo na história do partido, valorizo as datas que nos evocam os melhores valores, o espírito primeiro. Como diz o poeta, a raiz que nos dá asa. Entre assuntos pendentes do escritório de advocacia e a planificação da agenda parlamentar, ocupei o dia a reflectir nas palavras que iria dizer na apresentação da candidatura, às seis da tarde, na sede nacional.
Sei o que quero dizer. Cuidei de elaborar o Manifesto antes de qualquer outra prioridade da campanha. Penso que é importante clarificar as ideias. Respeito os outros companheiros que tiveram a coragem de concorrer à liderança do PPD-PSD e, assim, se colocarem ao serviço do Partido na exigente função da liderança. Tenho por eles estima pessoal e quero que o debate se trave ao nível das ideias e da clarificação sobre os projectos que deles me diferenciam.
Às 18 horas, já o pátio da sede da São Caetano estava cheio de pessoas. Reconheci algumas que vieram de longe e tantos que muito já fizeram pelo nosso partido. É gratificante constatar esta energia que me anima na campanha. Também no telemóvel e no mail não páro de receber mensagens de apoio de pessoas que não podem estar presentes.
A apresentação da candidatura corre como previsto, talvez com ainda mais gente do que esperava e com um sol abrasador para o mês de Maio. À noite, reúno os mais próximos de todo o País num jantar improvisado num hotel de Lisboa. Senti, de novo, uma grande confiança no seu apoio.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Biografia
“Há um caminho para Portugal, que não vi representado por nenhum dos outros candidatos. Senti obrigação e motivação para me candidatar.”Pedro Santana Lopes nasceu em Lisboa a 29 de Junho de 1956, tem cinco filhos, é Advogado e Docente Universitário e exerce funções de Deputado da Assembleia da República. Entrou para o PSD em 1976, foi assessor jurídico do Primeiro-Ministro Francisco Sá Carneiro entre 1979 e 1980; Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros de Aníbal Cavaco Silva, entre 1985 e 1987; Deputado ao Parlamento Europeu de 1988 a 1990; Secretário de Estado da Cultura de 1990 a 1995; Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz,de 1997 e 2001; Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, de 2001 a 2005, tendo suspendido as funções na autarquia de Julho de 2004 a Março de 2005 para assumir o cargo de Primeiro-Ministro do XVI Governo Constitucional. Lidera o Grupo Parlamentar do PSD desde Outubro de 2007.



