segunda-feira, 26 de maio de 2008

Entre a habilidade e a realidade


Vale a pena ver como é que o apoiante de Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa, consegue dizer que a sua candidata venceu o debate sem ter o domínio dos dossiers que reconhece a Pedro Santana Lopes e sem estar no seu melhor o que, segundo diz, aconteceu com este adversário. Leia e distinga a verdade da habilidade.

Pedro Santana Lopes – ganhou na luta contra Passos Coelho. Ficou acima das expectativas, que eram baixas, superou-as. Dos três é o que tem maior informação sobre os dossiers da Governação – mais do que MFL e do que PPC - porque todas as semanas tem de se preparar para os debates com o Primeiro-Ministro. É bom em termos televisivos e tomou proveito disso. Foi quem provocou as ocasiões de debate. Fez render bem isso.

Pedro Passos Coelho afundou-se. É curioso. Não só concordou sistematicamente com MFL, começou sempre por dizer «eu concordo» com grande fervor reverencial, como, sobretudo, veio confirmar um problema que dá razão a algumas críticas que lhe faziam: tem uma grande imagem. Não haverá muitos na classe política portuguesa com tão boa imagem – boa voz, boa presença, boa articulação – mas tem dois problemas de conteúdo: (1) é teórico, vê-se que nunca meteu a mão na massa, nunca geriu coisa nenhuma - até Patinha Antão já foi Secretário de Estado! - fala de tudo teoricamente. Hoje a posição sobre o IVA é teórica, não sabe que não é possível e, aí PSL apanhou-o bem. (2) Não fala com convicção. O que PSL tem a mais é convicção. (Mª Flor Pedroso: Porque diz isso?) Pelo tom. Fala de tudo com o mesmo tom acéptico e indiferente. Ora, num debate, há que haver empenhamento no tom das coisas importantes. PSL é o contrário. Tem convicções. Quando diz «bom dia» é como se estivesse a fazer uma proclamação importantíssima ao País. PPC é o contrário: o que diz é bem articulado no mesmo tom.

Manuela Ferreira Leite - não foi das melhores intervenções. Esteve àquem do que é. De início não avançava bem e muitas vezes deu a sensação, não apenas de que se continha para não querer tomar partido em posições que a comprometessem no futuro, o que é responsável, mas que não dominava totalmente a informação sobre os dossiers básicos, o que acho admissível porque a decisão de avançar tem um mês. Mas ganhou. Vasco Pulido Valente diz que se colocou noutro plano porque todos os outros se colocaram perante ela com um temor reverencial. Isso tem a ver com o respeito, O que a Opinião Pública vota na sondagem esmagadora como credibilidade é a respeitabilidade, no Curriculae Vitae, na experiência governativa, na imagem que deixou. Mesmo quem não gosta dela tem uma imagem de respeito. E até de duas coisas de que é politicamente incorrecto falar: é Mulher e tem uma idade senatorial. E isso conta num debate. Não só para entrar num eleitorado feminino como para entrar num grupo etário. Veja o que é um candidato mais novo, com outro pedigri, por exemplo José Sócrates com aquele feitio irritadiço perder a cabeça num debate com MFL. Não é a mesma coisa do que perder a cabeça com um cavalheiro.

Flor: Neste momento pensa que a questão está entre MFL e PPC ou entre MFL e PSL?

Marcelo: Com PPC. Deixe-me fazer este exercício mesmo que vá falhar. MFL vai à frente em Lisboa, área Metropolitana e Oeste; Coimbra, Aveiro, Açores e porventura em Bragança. Há equilíbrio em Castelo Branco, Guarda ou Portalegre. PPC – Porto, Viseu, Leiria (porque Caldas) e Madeira, claramente. PSL tem Beja e Faro e em Braga pode ter uma posição forte. Tudo somado: MFL está à frente, PPC a seguir e a uma diferença substancial está PSL, apesar de uma melhor campanha nesta ponta final. A vitória de MFL vai depender do nº de votantes e do peso de PSL, que come em cada um.

Flor: PPC não acredita que MFL vá buscar votos fora do PSD.

Marcelo: Não é o que as sondagens dizem. Esse é o problema dramático de PPC. Os militantes vão escolher alguém com peso no eleitorado nacional ou sem peso no eleitorado nacional? Ora o problema do Partido é ter estado deslocado do eleitorado nacional com Menezes, com PSL e não sei se com Marques Mendes – há duas posições sobre isso. Agora, MFL todas as sondagens mostram que o eleitoral em geral e o PSD por uma maioria esmagadora acha que deve ser MFL. PPC é visto atrás de PSL como plausível PM ou líder do PSD.

Flor: Quem é melhor para Sócrates?

Marcelo: Em relação a PSL acho que a questão de chegar à liderança não se coloca sequer. Dos dois melhores aquele que tem condições de fazer melhor score eleitoral neste momento é MFL porque olhando as sondagens tem mais.

Flor: Sócrates teme mais MFL ou PPC?

Marcelo: Acho que teme mais MFL até por uma razão simples: Sócrates não vai ter maioria absoluta se ganhar e não tendo maioria absoluta precisa de alguém para fazer uma coligação e pode ser o PSD. É mais fácil fazer com o PPC do que com MFL, até pelos antecedentes de um e de outro. E, portanto, pragmaticamente, até por essa razão a coisa e põe assim.

(Marcelo continua dizendo que não há bela sem senão e que a vitória de MFL coloca um problema ao PSD de «clivagem etária» uma vez que a Juventude está com Passos Coelho e a Velha Guarda com ela).

Diário de Campanha XIX




25/05/2008


LISBOA - VIANA DO CASTELO - MIRANDELA - BRAGANÇA - VALPAÇOS
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O Domingo começa com uma viagem de Lisboa para o Porto e daí para Viana do Castelo onde Pedro Santana Lopes almoça com cerca de 250 militantes e inaugura a sua sede de candidatura (na fotografia). Hoje as notícias reproduzem as declarações de Pedro Passos Coelho exortando o Governo a baixar o IVA sobre os combustíveis. Interrogado sobre o mesmo assunto, Pedro Santana Lopes explica que tal não é possível, requer conversações com Bruxelas e outras ponderações a que a Lei obriga. Os jornalistas questionam: «Está a dizer que Pedro Passos Coelho não sabe do que fala?», ao que o candidato responde: «Não uso esses termos para falar dos meus companheiros». Novamente a mesma pergunta, para resposta idêntica. Mesmo assim o título que vingará nas notícias da tarde é «Pedro Santana Lopes diz que Passos Coelho não sabe do que fala».
Há argumentos que pesam, cada vez mais, neste final de campanha. Os militantes atendem à importância de ter um futuro Presidente que possa combater directamente José Sócrates a partir da bancada parlamentar. Pedro Santana Lopes insiste em dizer que essa não é uma condição indispensável para liderar o PSD, mas reconhece que, em termos práticos, é muito importante estar frente-a-frente com o Primeiro-Ministro, na sede da Democracia, exercendo em discurso directo a Oposição entre líderes de projectos alternativos.
A estrada leva o candidato a novas sessões de esclarecimento em Mirandela, Bragança e, finalmente, em Valpaços, onde mais de 300 militantes não impediram que o jantar desse lugar a um encontro mais intimista com Pedro Santana Lopes. Regresso tardio ao Porto. No dia seguinte o candidato irá a Celorico de Basto, Amares, Esposende, Póvoa do Lanhoso, Vila Verde e Braga. Vai onde as notícias nem sempre o levam.

domingo, 25 de maio de 2008

Diário de Campanha XVIII







24/05/2008



LISBOA - VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO - ALBUFEIRA - PORTIMÃO



O dia chuvoso não desmobiliza as centenas de militantes que se deslocaram ao parque de pic-nics de Vila Real de Santo António para ouvirem Pedro Santana Lopes. O candidato cumprimenta todos à chegada e com eles come uma febra na brasa. Nesta campanha, o Algarve é uma terra particularmente acolhedora para Pedro Santana Lopes uma vez que a maioria dos seus dirigentes declarou apoio a esta candidatura.

O Presidente da Distrital, José Mendes Bota, assinala o seu apoio por quatro razões: Pedro Santana Lopes foi autarca de uma Câmara média e do maior município do País. Tem, por isso, uma sensibilidade política focada na descentralização e no respeito pelo Poder Local. É parlamentar, sendo o único candidato que está em condições de combater José Sócrates directamente nos debates quinzenais até às Legislativas de 2009.
Tem ainda a experiência de ter sido Primeiro-Ministro e, apesar do que gostam de o denegrir, «nenhum lhe consegue apontar uma medida errada». Finalmente apoia Santana Lopes porque ser «um homem com o pensamento político de Sá Carneiro, do velho PPD onde cabem todos - ricos e pobres». E adianta: «Também gosto de beber champanhe nas noites de vitória nas sedes do PSD. Mas dou muito repeito por quem perde eleições porque o faz com honra e em combate. O facto de ter perdido em 2005, debaixo de todos os ataques externos e da traição interna, tem mais valor do que aqueles que se põem de lado, à espera que a tempestade passe para depois virem servir-se à mesa do poder quando esta lhes pode dar algo».
Com os dados que lhe chegam sobre múltiplos movimentos internos e externos ao Partido -uns mais lícitos do que outros - Pedro Santana Lopes sente-se cada vez mais convicto na decisão de se ter candidatato à Presidência do PSD. «Peço-vos que me dêem, no próximo Sábado, uma votação tão expressiva como necessária para combater o eng. José Sócrates. Digo-vos sem falso optimismo: estamos na liderança deste combate e vamos ganhar no próximo dia 31».
Seguiram-se as sessões de esclarecimento em Albufeira e em Portimão, antes do regresso a Lisboa. O candidato referiu-se ao comportamento dos media em relação aos três candidatos: «Na Madeira, tenho o apoio de 10 dos 11 autarcas e do Presidente do Governo Regional. Pois a notícia que sai é que o Secretário-Geral apoia outra candidatura e que o Presidente da Câmara do Funchal ainda outra. E bem posso chamá-los à realidade. A notícia não passa. No dia em que Mendes Bota, que preside à Distrital do Algarve, me anunciou o seu apoio apenas saíu uma breve no 24 Horas. Mas Teixeira Pinto, que nada dirige no Partido, apoiou outra candidatura e teve honras de página inteira. Falo de factos mas não me queixo. Já não me fazem mossa».

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Debate a dois na TVI


Siga o debate desta noite na TVI no nosso portal mas detenha-se aqui na síntese dos comentários que logo se seguiram de Mário Bettencourt Resendes e Luís Delgado na SIC - Notícias.



Mário Bettencourt Resendes


  • Tratou-se de um debate entre dois: Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite

  • Pedro Passos Coelho desiludiu pelo excesso de reverência a Manuela Ferreira Leite

  • Deixou-se enredar pela questão de ser ou não ser liberal

  • Pedro Santana Lopes mais àvontade e eficaz mas com o problema da memória colectiva do seu passado recente.

  • Manuela Ferreira Leite surpreendeu por desconhecer os dossiers como o TGV.

  • Falou um pouco na defensiva, invocando desconhecimento.


Luís Delgado



  • Pedro Santana Lopes ganhou claramente o debate;

  • mostrou um conjunto de ideias mais consistente e mais articulado;

  • tendo essa experiência usou-a na circunstância

  • Manuela Ferreira Leite falou de duas ou três coisas superficialmente

  • Sempre dizendo que nunca estava a par, invocava que não conhecia os dossiers

  • Dizia que o que importa são as políticas e não as medidas

  • Ou Pedro Passos Coelho consegue ser conciso ou perde também o próximo debate

  • Sondagem: Sócrates ganha com MFL porque está colado ao mesmo campo e pode preocupar-se apenas com a esquerda. «Nós queremos é aquela Senhora» dizem os socialistas. O mesmo não podem dizer em relação a Pedro Santana Lopes e Pedro Passos Coelho.

  • Lamento desiludir as pessoas mas um debate, a esta distância, já não decide o voto de ninguém. A sondagem não indica o vencedor porque se refere ao País e os militantes, como PSL lembrou, em Setembro, as sondagens feitas ao País também deram a vitória a Marques Mendes.

  • Não é bom ir para um debate e não falar. MFL é a pessoa que menos falou na campanha. Disse que não falava antes de ver como são as coisas o que é igual a os militantes passarem um cheque em branco ou fazerem uma opção de olhos fechados.

Diário de Campanha XVII









23/05/2008


LISBOA - TVI - ALGÉS


Manhã parlamentar com agenda variada sobre transportes e comunicações electónicas. O PCP e o BE propõem o combate à precariedade dos trabalhadores da Administração Pública. O PSD, através de Luís Montenegro, põe à discussão um Projecto de resolução para a criação de uma comissão eventual para análise e revisão do regime jurídico aplicado a titulares de cargos políticos e sobre o financiamento de partidos políticos. À tarde, entrevista ao Correio da Manhã conduzida por António Ribeiro Ferreira e preparação do debate televisivo que, esta noite (21h), confronta os três candidatos à liderança do PSD na TVI.

Entretanto, a candidatura de Pedro Santana Lopes entrega na sede nacional a sua moção sob o título «Objectivo Portugal». Um documento que o candidato espera ver discutido pelos militantes para melhor clarificar as diferentes candidaturas.

À noite, depois do debate na TVI, tempo ainda para uma sessão de esclarecimento na secção de Algés (22.15h na rua Carolina Michaelis, lte 72 Linda-a-Velha). Amanhã o candidato ruma ao Algarve para se encontrar com os militantes de Vila Real de Santo António, Faro e Portimão.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Diário de Campanha XVI






22/05/2008


PORTO - FUNCHAL - LISBOA - OURÉM



Pedro Santana Lopes deslocou-se hoje cedo para a Madeira onde foi recebido no Aeroporto pelo Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, apoiante da sua candidatura à Presidência do PSD. Seguiu-se uma reunião com Presidentes de Câmara de toda a Região e um almoço a sós entre Alberto João Jardim e Pedro Santana Lopes.

À tarde, na Quinta da Vigia, houve uma nova reunião de trabalho, mais alargada até meio da tarde. Aos jornalistas o Presidente da Região Autónoma da Madeira manifestou expressamente o seu apoio à candidatura de Pedro Santana Lopes, tal como já tinha anunciado há cerca de duas semanas.


Já no Continente, o candidato teve uma sessão de esclarecimento no Distrito de Santarém durante um jantar em Ourém. João Moura, Vereador da Câmara Municipal de Santarém, recebeu o candidato com uma solidariedade antiga: «Estava presente no Conselho Nacional em que o senhor quis ir a votos (quando Durão Barrosos saíu) porque sentia que algo podia correr mal . E correu». E adiantou: «O senhor herdou uma série de pessoas e projectos que hoje estão na outra candidatura. Era um sufoco sistemático aquele dia a dia provocado por pessoas que hoje estão com Manuela Ferreira Leite. Pessoas que, de diferenças com o Governo de José Sócrates, pouco têm».


A assistência «ainda não convertida» é chamada a expor as suas dúvidas ao candidato, antes mesmo de este usar da palavra. O Presidente da Junta de Freguesia de Fátima quis saber as razões que trouxeram o partido até este ponto, em que não se combate fora mas dentro de portas, e «o que pensaria Sá Carneiro se visse o Partido como está».


Pedro Santana Lopes responde: «Essas dúvidas têm uma resposta evidente: se alguém tem combatido José Sócrates nestes tempos sou eu e a bancada parlamentar em S. Bento. Mas nem Manuela Ferreira Leite deixou de fazer críticas a Luís Filipe Menezes nos comentários semanais da Rádio Renascença nem Pedro Passos Coelho nos debates frente-a-frente na SIC-Notícias como aconteceu, por exemplo, quando tivemos o debate sobre a qualidade da nossa democracia e o ERC denunciou que o PSD era altamente penalizado na informação da televisão pública. Há pessoas que estão noutras candidaturas que eu não consigo mobilizar para uma intervenção contra José Sócrates, mesmo na minha bancada».


O candidato voltou a dizer que, se pensasse apenas na sua vida, não teria avançado. «Não sou masoquista comigo, não sou masoquista com o meu Partido e ainda menos com o meu Partido. Estou aqui porque estou plenamente convencido de que vou ganhar as eleições em 2009».


Amanhã Pedro Santana Lopes estará presente no primeiro debate entre quatro candidatos que já formalizaram a candidatura na TVI, às 21h. Depois ainda se desloca à Secção de Algés para uma sessão de esclarecimento.






quarta-feira, 21 de maio de 2008

Discurso Directo / Santana Lopes na SIC

23h - 20/05/2008


I


«Não levo ninguém atrelado. Estou livre. Não tenho compromissos com ninguém. Posso escolher a equipe que quero para o partido, para o Parlamento Europeu e para as Autárquicas. O que quero é, fundamentalmente, que as bases escolham as suas equipas. Estou a pensar, logo a seguir ao Verão, fazer uma 1ª proposta de candidatos. Quero que os candidatos digam perante as bases a que se comprometem: quantas vezes estão com elas? De que modo? Como é que se organizam?Vamos escolher bem os deputados para saber que não nos enganamos e que há renovação, que não são sempre os mesmos».

II

« A Dra Ferreira Leite tem uma visão muito centralizada da governação. Uma visão muito orientada segundo a qual quem tem de poupar são as autarquias, quem deve controlar os orçamentos são as autarquias. E o Estado Central? Vamos ver os números e quanto é que o Estado reduziu durante estes anos? Os autarcas em muitos casos fazem mais obra em proporção com o dinheiro que têm por transferência ou por receitas próprias. Devem poupar? Sem dúvida. Como PM impus uma meta muito rígida que a Associação de Municípios contestou. Mas não olho para os autarcas como os bodes expiatórios dos males do País. Qual foi o imposto que Manuela Ferreira Leite falou em baixar? No IMI porque é receita das autarquias. Veja lá se diz que baixou um imposto do Estado?

III


«Não quero Manuela Ferreira Leite outra vez a governar Portugal num posto de responsabilidade nomeadamente na governação económica com responsabilidades na política financeira. Uma pessoa que vê a política fiscal como um mero instrumento de política orçamental e não de política económica. A política fiscal é um dos instrumentos fundamentais de intervenção de quem governa a política económica de um país. Governar só a olhar para a coluna da despesa, que é difícil de comprimir, e pensar: falta-nos dinheiro para o défice que queremos? ou para o saldo orçamental que queremos? Vamos aumentar as taxas, os escalões, os impostos mesmo sem que a actividade económica cresça. Quem não governa assim? O que é difícil é mobilizar a comunidade nacional como fez Cavaco Silva. Em vez de um castigo indicar um caminho. Fazer as pessoas sentirem que têm uma meta como país».

IV
«A credibilidade é a coerência entre o que se pensa, o que se diz e o que se faz. Obra? Tenho no país todo. Gostava de saber qual é a obra que têm para apresentar as outras pessoas nomeadamente as que falam em credibilidade. Tenho obra no Porto, no Minho, em Bragança, e no Algarve. Falo em teatros, bibliotecas públicas e arquivos distritais. Tenho obra na Figueira e em Lisboa (...) Essas senhoras e senhores passam a vida a dizer que fazem mas depois não fazem. Chegam ao poder e dizem que não podem fazer o que dizem. É muito bom falar mas onde está a sua obra? Espero que, um dia, Pedro Passos Coellho se candidate a uma câmara. Procurarei dar-lhe essa oportunidade se ele estiver disponível para isso. Ganhe-a e faça a sua gestão. Mas candidatou-se à Amadora e não ganhou. Candidatou-se duas vezes à Distrital de Lisboa e não ganhou. E depois de 4 ou 5 anos de acabar o seu processo de formação querem ser Primeiro-Ministros?

Diário de Campanha XV



21/05/2008

LISBOA - FELGUEIRAS - PAÇOS DE FERREIRA



Hoje Pedro Santana Lopes dá uma entrevistas ao Diário Econónico sob o título «Não estou aqui para perder com Sócrates» e à Sábado sob o título «Estar no activo (na política) prejudica-me». O DE apresenta em destaque outras declarações: «Os que têm feito mal à economia portuguesa são os que são vistos como prudentes e sensatos»; «O que me revolta é ver o mesmo discurso, as mesmas pessoas, o mesmo caminho, a quererem levar Portugal para os mesmos resultados»; «Quero tirar a maioria absoluta a Sócrates para ficarmos nós com a maioria, não digo absoluta mas talvez relativa».




Também a revista Visão publica um trabalho sobre os candidatos «Na estrada com...». Sobre Pedro Santana Lopes destaca: «Nos seus discursos promete um Portugal descentralizado e um Estado mais leve. Propõe aliviar a despesa pública através, por exemplo, de rescisões amigáveis na Função Pública». A sondagem que publica mostra que está tudo em aberto sobre o resultado final destas Directas. Já o jornal Semanário




À tarde, o candidato não fez campanha porque liderou a bancada parlamentar num debate com o Primeiro-Ministro sobre economia. Felicitou Sócrates pelas seis medidas que apresentou para tentar desafogar as empresas - uma iniciativa que Pedro Santana Lopes há muito reclamava e que ainda em Abril último exortou o PM a concretizar. Sócrates admitiu que o líder parlamentar do PSD já lhe tinha proposto estas medidas e disse: «Leve a Taça. É sua». E é.




Logo depois o candidato seguiu para um jantar em Felgueiras no Restaurante Columbinos e uma sessão de esclarecimento na sede concelhia de Paços de Ferreira. Amanhã Pedro Santana Lopes será recebido por Alberto João Jardim no Aeroporto da Madeira com quem passa a manhã reunido na Quinta da Vigia e almoça. Volta ao Continente para estar com apoiantes em Santarém e, depois, num jantar em Ourém, no D. Nuno em Boleiros.

Diário de Campanha XIV

















20/05/08
LISBOA - OEIRAS
Hoje importa destacar a entrevista que Pedro Santana Lopes deu à SIC - Notícias, às 23h, oportunamente chamada «Dia D». (http://www.pedrosantanalopes.com/)


De ali, já à meia-noite, o candidato não deixou de passar na Biblioteca Municipal de Oeiras onde os militantes resistiram à espera do final da entrevista. Pedro Santana Lopes agradeceu, reconhecido, essa atenção e declarou: «Conheço o País nas várias dimensões, a nivel autárquico, regional, europeu, do poder central na perspectiva de uma pasta sectorial e de toda a governação. Conheço o terreno, as realidades e os processos de decisão. Conheço onde eles empatam. Sei o que quero fazer. Continuo a acreditar no que quero fazer. Governarei com médodo, rigor e a devida cadência. E vamos ganhar. Viva o PSD! Viva Portugal!».

terça-feira, 20 de maio de 2008

Diário de Campanha XIII


























19/05/2008

LISBOA - VAGOS - MEALHADA - LISBOA

Esta semana há debate no Plenário com o Primeiro-Ministro pelo que Pedro Santana Lopes orienta os trabalhos parlamentares que se vão suceder, de manhã cedo. A imprensa do dia trás, em destaque, a notícia de um voto, o de Domingos Duarte Lima, em Pedro Passos Coelho. Um destaque que nunca deu ao apoio manifestado por Alberto João Jardim a Pedro Santana Lopes, sabendo-se o que cada um destes militantes pesa no PSD. O candidato não comenta. Nem o fará durante as intervenções do dia em Vagos e na Mealhada. Tal como disse na véspera, em Torres Vedras, «há equívocos que persistem no PSD. A minha candidatura tem o sentido da clarificação».

A tarde divide-se entre o trabalho na sede da campanha, em Lisboa, e a viagem para Vagos onde a sede da concelhia se enche para ouvir o candidato numa sessão de esclarecimento. De ali Pedro Santana Lopes parte para a Mealhada. Aqui o debate com os apoiantes se faz à volta de uma mesa de restaurante. Regresso a Lisboa.
Amanhã o candidato dá uma entrevista à SIC Notícias, às 23 horas partindo depois para uma sessão de esclarecimento em Oeiras, no Auditório da Biblioteca Municipal.

Juventude com Santana, de Norte a Sul

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Pedro Santana Lopes soma apoios de vulto junto da juventude. Nos últimos dias vários jovens, quadros de valor, manifestam apoio à candidatura. Neste grupo, destaque para 3 presidentes de distritais da JSD, o deputado mais jovem do PSD no Parlamento, para presidentes ou membros de associações académicas, vereadores, presidentes de concelhias, conselheiros nacionais, entre tantos outros. Aqui se lê a, "Juventude Objectivo: Portugal",


- André Almeida, Deputado mais Jovem do PSD no Parlamento
- Bruno Barracosa, Presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico
- José Arieiro, Presidente da Distrital de Viana do Castelo da JSD
- Carlos Reis, Presidente da Distrital de Braga da JSD
- Fábio Bota, Presidente da Distrital de Faro da JSD
- Ricardo Bessa, Presidente da JSD da Concelhia de Vila Nova de Gaia

-Miguel Corte Real,1º Vice Presidente da Distrital do Porto da JSD

- Bernardo Maria, Presidente da JSD de Oeiras
- Susana Santos, Presidente da JSD de Algés
- Jorge Garcez, Presidente da JSD do Fundão

- Joaquim Alves, Presidente da JSD da Sertã

- Bruno Lage, Presidente do Conselho Distrital da JSD/Algarve e da JSD de Faro
- Filipe Almeida, Presidente da JSD de Lagos

- Vitor Soares, Presidente da JSD de Arouca

- Sofia Minhalma, Presidente da JSD de Tavira

- José Rocha, Presidente da JSD de Castelo de Paiva

- Vera Corvo, Presidente da JSD de Vila Real de Santo António
- António Maia, Presidente da JSD de Ourém

- Rita Lopes, Secretária Geral da JSD de Leiria
- Pedro Matos, Presidente da Concelhia do PSD do Crato
- Maria Isabel Nunes, Presidente da Mesa do Plenário da JSD da Guarda

- Pedro Ruas, Presidente de Mesa das JSD de Viseu e Conselheiro Nacional
- Bruno Martinho, Vice Presidente da JSD de Torres Vedras

- Diogo Agostinho, Vice Presidente da JSD da Secção B de Lisboa

- João Saracho, Presidente da JSD da SOP

- André Coroa, Conselheiro Nacional da JSD

- Carlos Franco, Vereador na Câmara Municipal de Águeda, Conselheiro Nacional

- Jorge Ribeiro, Presidente do Núcleo JSD de Santa Maria da Feira

- Mariana Costa, Vice Presidente da JSD da SOP

- Tiago Escada, Vice Presidente da JSD de Viseu

- Samuel Loução, Comissão Política da JSD de Setúbal

- Daniel Carvalho, Comissão Política da JSD de Setúbal

- Adriana Neves, Vice Presidente da JSD de Vila Real

- António Freire, empresário e militante da JSD de Beja




Diário de Campanha XIII


18/05/2008

LISBOA - TORRES VEDRAS - LISBOA

No Domingo, em Lisboa, finalmente oportunidade para o candidato almoçar com a Família. A sede da campanha espera-o depois para reuniões de acerto de listas e planificação da campanha. A imprensa não destaca o número de apoios e de audiências crescentes no terreno nem dá a mesma antena a Pedro Santana Lopes do que a Passos Coelho e Ferreira Leite. Há que encontrar novas formas de comunicar com os militantes uma vez que o candidato não pode chegar a todo o País nas duas semanas que faltam para o escurtínio. O trabalho prolonga-se e Pedro Santana Lopes não consegue assistir à Final da Taça de Portugal no Jamor, como tinha previsto. Chegará aos 80' de jogo, a tempo dos bons resultados do seu Clube. Assim será com as Directas.

Parte depois para Torres Vedras onde janta com militantes, entre os quais dois ex-mandatários de Patinha Antão que decidiram passar a apoiar Pedro Santana Lopes. Nem todos os que quiseram participar na sessão de esclarecimento couberam na sede do PSD de Torres. Pedro Santana Lopes é apresentado como uma referência para os militantes: «No PSD temos apenas três: Sá Carneiro, o clarificador, o melhor de todos nós; Cavaco Silva, por ser um fazedor de obras e por ter feito Portugal acreditar que podia melhorar; e Pedro Santana Lopes que reúne as características dos dois: tem a coragem do primeiro e a capacidade de fazer obra e de mobilização do segundo».

O candidato afirma que se candidatou em nome da clarificação mas que, atendendo à últimas notícias, há equívocos que se mantém no PSD. «Há gente que faz opções em pensar em vencer 2009. Já em 2005 tivemos pessoas a fazer o jogo de Jorge Sampaio. Até José Sócrates era prudente em relação à dissolução da A.R. Também hoje há pessoas que são mais solidárias com pessoas de fora do PSD. Nunca os ouvi dizer que Sócrates não tem credibilidade apesar de tudo o que prometeu antes das eleições e o que fez depois de as ganhar. Se vamos escolher em 31 de Maio temos de o fazer resolvendo estes equívocos».

Nas perguntas, há quem recupere a expressão «desforra contra Sócrates», que ontem veio no Expresso, para identificar as motivações de Pedro Santana Lopes. O candidato esclarece: «Não tenho desforra nenhuma com Sócrates. Ele nunca me fez mal nenhum. Desforra têm os que nunca ganharam nada e precisam de uma fesforra sobre eles próprios».

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Algarve em peso com Santana Lopes



MENDES BOTA APOIA PEDRO SANTANA LOPES


1- No campo das ideias e dos princípios, sinto-me mais identificado com o projecto programático para o País e para o Partido, apresentado pelo Dr. Pedro Santana Lopes, designadamente, em matéria de democracia regional. Seria uma incoerência da minha parte apoiar um projecto contrário a este objectivo.

2- O Dr. Pedro Santana Lopes dispõe do currículo mais valioso e completo de entre todos os actuais dirigentes e militantes do PSD no activo e na disponibilidade, em termos de experiência governamental, parlamentar, autárquica e partidária: Primeiro Ministro, líder parlamentar, presidente da principal autarquia do País e Presidente do PSD.

3- O passado recente – e menos recente, também – demonstraram que a presença do líder da oposição na frente parlamentar é uma vantagem crucial e indispensável para o confronto político directo com o primeiro-ministro, adversário principal do PSD. O Dr. Pedro Santana Lopes preenche com mérito e distinção este requisito.

4- Não me envergonho do passado do PSD, orgulho-me das suas vitórias, mas também valorizo aqueles que, em seu nome, perderam com honra no campo do combate democrático, por vezes em circunstâncias muito difíceis. Tal como muitos social democratas, considero que o Dr. Pedro Santana Lopes foi injustiçado e traído em 2005, e merece a oportunidade de reconduzir o PSD à vitória nas eleições legislativas de 2009.

O Dr. Pedro Santana Lopes, ao longo da sua vida, deu provas de grande combatividade e de uma extraordinária força interior, nunca recusou os desafios sempre que o PSD dele precisou, preferindo correr riscos pessoais do que seguir a cartilha do calculismo político dos que se retiram estrategicamente à espera de calendários favoráveis.

José Mendes Bota
Deputado e Presidente da CPD do PSD/Algarve
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O PSD Algarve está em peso no apoio à candidatura de Pedro Santana Lopes à Presidência do Partido. Aqui se alista a Comissão de honra do candidato que conta com as principais figuras sociais-democratas do Distrito:
Presidente da Comissão de Honra:
Mendes Bota – Deputado e Presidente da CPD do PSD/Algarve
Mandatário Distrital:
Desidério Silva - Presidente da Câmara Municipal e da CPS do PSD de Albufeira
Presidentes de Câmaras Municipais:
Luis Gomes – Presidente da Câmara Municipal e da AS do PSD de VRSA
Presidentes de Órgãos Distritais do PSD/JSD/TSD:
Elidérico Viegas – Presidente da Assembleia Distrital do PSD/Algarve
José Vitor Silva – Presidente do Conselho de Jurisdição Distrital do PSD/Algarve
Alberto Almeida – Presidente dos TSD/Algarve
Fábio Bota – Presidente da JSD/Algarve
Marcos Guia – Presidente da Assembleia Distrital dos TSD/Algarve e
Vice-Presidente da CPD do PSD/Algarve e
Bruno Lage – Presidente do Conselho Distrital da JSD/Algarve e da CPS da JSD de Faro
Vereadores e Presidentes de Órgãos Autárquicos:
Carlos Quintino – Vereador da Câmara Municipal de Albufeira
Graça Figueiras – Vereadora da Câmara Municipal de Vila do Bispo
Helena Louro – Vereadora da Câmara Municipal de Faro
Joaquim Mendoza – Vereador da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel
José Carlos Rolo – Vice-Presidente da Câmara Municipal de Albufeira
Marlene Silva – Vereadora da Câmara Municipal de Albufeira
Búzio dos Reis – Presidente da Assembleia Municipal de Vila do Bispo
Carlos Silva e Sousa – Presidente da Assembleia Municipal de Albufeira
Eduardo Pereira – Presidente da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António
Hélder de Sousa – Presidente da Junta de Freguesia de Albufeira
José Marcelino – Presidente da Junta de Freguesia de Moncarapacho (Olhão)
Manuel António – Presidente da Junta de Freguesia de Monte Gordo (VRSA)
Ana Cristina Oliveira – Presidente da Assembleia de Freguesia de Albufeira
Presidentes de Comissões Políticas de Secção do PSD:
Daniel Santana – Presidente da CPS do PSD de Olhão
Gonçalo Mesquita – Presidente da CPS do PSD de S. Brás de Alportel
Hernâni Correia – Presidente da CPS do PSD de Portimão
José João Corvo – Presidente da CPS do PSD de VRSA
Justino Ramos – Presidente da CPS do PSD de Faro
Paulo Boto – Presidente da CPS do PSD de Vila do Bispo
Rui Horta – Presidente da CPS do PSD de Tavira
Presidentes de órgãos locais da JSD:
Filipe Almeida – Presidente da CPS da JSD de Lagos
Sofia Minhalma – Presidente da CPS da JSD de Tavira
Vera Corvo – Presidente da CPS da JSD de Vila Real de Santo António
João Tiago Louzeiro – Presidente da Mesa da Assembleia de Secção da JSD de Faro
Militantes e antigos dirigentes de referência do PSD:
Ana Carla Abreu – Líder da bancada do PSD na Assembleia de Freguesia de Portimão e membro do Conselho de Jurisdição Distrital do PSD/Algarve
Antonieta Guerreiro – ex-Presidente da JSD/Portimão
Daniel Cunha Dias – ex-Deputado
David Santos – Vice-Presidente da CPS do PSD de Faro, ex-Deputado, ex-Vereador
Filipe Abreu – ex-Deputado e ex-Presidente da CPS do PSD de Portimão
José Armando Ramos – ex-Vereador da Câmara Municipal e ex-Presidente da CPS do PSD de Monchique
José Inácio Martins – ex-Presidente da CPS do PSD de Silves
Mário Botelho – Presidente do Núcleo do PSD de Quarteira
Nuno Correia – ex-Presidente da JSD/Algarve
Paulo Alentejano – ex-Presidente da JSD/Algarve, e Vice-Presidente da CPS do PSD de Faro
Rui Marreiros – ex-Presidente da CPS do PSD/Aljezur
Vidaúl Costa – ex-Presidente da CPS e ex-Vereador da Câmara Municipal de Monchique

Não páram de chegar apoios a Santana Lopes

Não páram de chegar à sede nacional da candidatura de Pedro Santana Lopes novos e importantes apoios de todo o País de que aqui damos conta:
  • António Gaspar da Silva - mandatário para a Região Autónoma dos Açores, (ex - Secretário Regional da Juventude, Emprego, Comércio, Industria e Energia nos Governos presididos pelo Dr. João Bosco Mota Amaral)
  • João Agostinho Pinto Pereira - Presidente da Câmara Municipal de Albergaria
  • Paulo Morgado - Presidente da Camara Municipal de Alvaiázere
  • Nuno Miguel Henriques - ex-mandatário nacional da candidatura de Patinha Antão e Fernanda Lopes, ex-mandatária nacional da juventude candidatura de Patinha Antão (jantaram ambos ontem com Pedro Santana Lopes, em Torres Vedras, numa iniciativa de campanha)
  • Marco Claudino - candidato à Distrital da JSD da Área Oeste e mandatário da candidatura para o Concelho de Torres Vedras
  • José Maria Barroca - presidente da Junta de Freguesia de Taveiro (Coimbra), que será mandatário para as Juntas de Freguesia
  • Castanheira de Barros - militante em Coimbra e candidato à liderança do PSD em 2007
  • Comissão Política da Secção do PSD de São Paulo, Brasil
  • Rui Manuel Rocha Horta - Presidente de Concelhia de Tavira do PSD
  • Manuel Teles, Presidente de Concelhia da Marinha Grande do PSD
  • Caldas Afonso, médico e Presidente da Assembleia da concelhia do PSD de Felgueiras
  • Virgínia Estorninho, militante histórica do PSD, que será a mandatária no concelho de Azambuja
  • José Freire Antunes, deputado e historiador
  • Distrital de Lisboa dos TSD

PSD de S. Paulo, Brasil, apoia Pedro Santana Lopes

A secção do PSD de São Paulo, no Brasil, decidiu apoiar a candidatura de Pedro Santana Lopes à Presidência do Partido. «Neste momento difícil do nosso partido acreditamos ser a pessoa de V.Exa a mais indicada para o cargo», escreve o Presidente da Comissão Política desta secção, João Caldas, a Pedro Santana Lopes, em carta datada de 19 de Maio de 2008.
A candidatura de Pedro Santana Lopes congratula-se com mais este apoio e assinala a dinâmica de vitória que se criou e já atravessa o Atlântico.

domingo, 18 de maio de 2008

Diário de Campanha XII





17/06/2008

PORTO - PAREDES - COIMBRA - LEIRIA - LISBOA




Hoje é Sábado e o Expresso trás uma entrevista de Pedro Santana Lopes com uma chamada à primeira página: «Manuela Ferreira Leite deprime o País». Lá dentrom o candidato destaca as diferenças entre os projectos sobretudo no que toca às políticas necessárias para o desenvolvimento económico de Portugal. Saindo do Porto, Pedro Santana Lopes é recebido para um almoço com sessão de esclarecimento em Paredes a convite do Presidente da Câmara, Celso Ferreira, e na presença dos Presidentes das Juntas de Freguesia, entre outros convidados. «Congratulo-me pessoalmente pela sua presença aqui numa terra a quem deu um contributo muito importante para o desenvolvimento ao reconhecer o Estatuto da Universidade do Vale do Sousa. Agradeço-lhe por este facto e por ser o primeiro candidato a visitar o Concelho de Paredes», disse o anfitrião nas palavras de acolhimento a Pedro Santana Lopes.

Seguiu-se Coimbra, uma vez que o debate previsto para Felgueiras só contava com representantes das outras candidaturas sem a presença dos candidatos.

O candidato foi recebido no pátio da sede do PSD Coimbra por não haver lugar para todos dentro da sede. Na apresentação Pina Prata lembra e agradece a Pedro Santana Lopes os avultados fundos que conseguiu obter da UE para a região quando era Presidente da Comissão da Região Centro dizendo: «A credibilidade faz-se de empreendedorismo e iniciativa». O mandatário distrital Nascimento Rodrigues, dirá: «Estou consigo, como muitos outros, fundamentalmente por o vermos como um Homem eloquentemente simples e bom pois que, no seu dia a dia demonstra sempre generosidade e solidariedade para com os menos favorecidos».
Com o autarca Jaime Soares presente, actualmente apoiante de Manuela Ferreira Leite, Pedro Santana Lopes não deixa de dizer que seria um «acto de coerência elementar quem tem uma visão de apoio e respeito às autarquias e não quem sempra as ostracisou». E adiantou em relação aos mesmos macro-economistas que têm conduzido as Finanças em Portugal: «Falta-lhes a noção da vida real dos portugueses». Lembrou que as micro e médias empresas constituem mais de 90% do tecido empresarial do País e que está na hora de, tal como em Espanha, ajudá-las a ultrapassar este momento de dificuldades com medidas anti-cíclicas».
Depois da inauguração da sede da campanha em Coimbra onde, entre outras actividades, se procede à recolha de assinaturas, Pedro Santana Lopes segue para Leiria, um Distrito considerado muito dividido entre as candidaturas. «Sou militante em Leiria desde a 1ª hora e nunca vi tanta divisão», diria um participante. Apesar disso a sala está à cunha, havendo participantes na escada que não desmobilizam mesmo com o prolongamento do debate.
O candidato consideraria esta uma sessão extraordinária. Falou, como sempre, da questão do desenvolvimento económico - a que mais marca a diferença entre a sua proposta e a de Manuela Ferreira Leite. E defendeu-se da «poeira» lançada para o ar por esta candidata sobre a alegada falta de credibilidade. «O que é a credibilidade? É falar, falar e não ter obra em nenhum lugar do País? Ou é dizer: sou bom porque não tenho passado? Eu tenho. Com coisas boas e más. E quem só tiver boas que se levante!».

O historiador José Freire Antunes apoia Pedro Santana Lopes


O historiador José Freire Antunes decidiu apoiar a candidatura de Pedro Santana Lopes à Presidência do PSD. Eleito «Votarei em Pedro Santana Lopes porque ele concilia a combatividade demonstrada no Parlamento, a experiência interdisciplinar de gestão governativa e as ideias mais adequadas a Portugal. Sobretudo a da ambição nacional ou, de outro modo, do choque cultural necessário para arrancar o país do fundo das escalas da União Europeia» escreve José Freire Antunes na edição de amanhã, Segunda-Feira dia 18, no Diário de Notícias. O historiador, autor de múltiplos livros sobre a História do século XX, é investigador associado da Universidade de Columbia, em Nova Iorque e Mestre em Relações Internacionais pela Universidade Complutense de Madrid.

Mandatária de Patinha Antão desiste a favor de Pedro Santana Lopes

A edição do Diário Digital de ontem, Sábado dia 16 de Maio, anuncia a desistência de Fernanda Lopes, mandatária da Juventude da Candidatura de Patinha Antão, a favor de Pedro Santana Lopes.
De acordo com as declarações que prestou à Lusa, «no início existiam só algumas candidaturas e dessas valorizei a do dr Patinha Antão, mas as coisas mudaram quando Santana Lopes entrou na corrida e saí porque considero que não vale a pena repartir tanto dos votos». O Diário Digital esclarece que a ex-mandatária da Juventude de Patinha Antão apoia agora Pedro Santana Lopes à Presidência do PSD.

Comunidade Cigana apoia Pedro Santana Lopes

A Comunidade Cigana de Portugal, que tem um elevado número militantes no PSD, manifestou o seu apoio à candidatura de Pedro Santana Lopes à Presidência do Partido. Alberto Gabarras Melo, Presidente desta comunidade, escreveu uma carta ao candidato oferecendo a sua disponibilidade para o apoiar: «Certos da atenção que sempre dispensou à nossa comunidade, temos a noção de que é o homem certo para o lugar certo, ou seja o de Presidente do Partido Social Democrata, para que os problemas de Portugal sejam resolvidos em prol de Portugal e dos Portugueses, nos quais também nós nos inserimos». Para melhor manifestar o seu apoio, Alberto Gabarras Melo deslocou-se ao Palácio da Bolsa, no Porto, no dia em que a candidatura de Pedro Santana Lopes apresentou os mandatários distritais e da JSD.

Diário de Campanha XI



16/05/2008


LISBOA - LOUROSA - MATOSINHOS - TROFA


O Acordo Ortográfico faz a agenda do Plenário na Assembleia da República desta manhã. Pedro Santana Lopes chega cedo ao Parlamento, vindo do Porto. Quer participar na discussão e votação do Acordo que assinou em 1990 no Palácio da Ajuda enquanto Secretário de Estado da Cultura. «O Primeiro-Ministro Aníbal Cavaco Silva, quando me convidou para a pasta da Cultura incumbiu-me de dois dossiers importantes: o Centro Cultural de Belém e o Acordo Ortográfico», disse. Levaria os dois a bom porto. Foi agora assinado o II Protocolo Rectificativo para que o acordo entre em vigor em todos os países que o rectificam e inclui Timor-Leste.

Ainda em Lisboa, o candidato dá uma entrevista à revista Sábado antes de partir para a Lourosa onde, no Anfiteatro da Junta de Freguesia, expõe de novo os argumentos que o levam a candidatar-se. Não ignora os receios dos que consideram que a experiência de 2004 o pode prejudicar: «Quando fui eleito na Figueira e em Lisboa ninguém da minha equipe andou por fora, a agir contra mim. Trabalhávamos todos no mesmo sentido». Considera que sempre garantiu a união de esforços e a produtividade quando teve legitimidade política, o que não aconteceu quando aceitou a responsabilidade do XVI Governo Constitucional.

Neste dia Pedro Passos Coelho diz que prefere não ter experiência governativa a ter a de Pedro Santana Lopes. Para Santana caiu finalmente a máscara de simpatia do seu adversário o que é bom ver quem fez o jogo dos que o combateram em 2004/5. «Não me ouvem falar contra o meu partido, mesmo quando os que o lideraram não era quem eu preferia».

Já sobre a experiência de Manuela Ferreira Leite, interroga a assistência: «Está preparada para ser Primeira-Ministra? Sim. Mas não concordo com a sua eleição pelas atitudes que teve no percurso do PSD nos últimos anos e, sobretudo, porque não concordo nem um pouco com o seu projecto de desenvolvimento para Portugal».

Em Matosinhos, a concelhia está à cunha para ouvir Pedro Santana Lopes durante 15 minutos intensos, pela argumentação apresentada e porque o tempo urge. Fala da ordem e da renovação necessárias ao PSD. Diz que devem ser as bases a decidir a representação do partido e mostra-se contra a transferência de nomes entre os distritos quando chega a hora das listas para o Parlamento. Sente-se capaz de unir o Partido na clarificação tal como tem feito no grupo parlamentar, com resultados. Agradam-lhe os elogios de Luís Filipe Menezes ao seu trabalho mas o que lhe importa é a declaração: «Foi de uma lealdade irrepreensível. Esse é o mais me importa».


Antes do dia acabar, espaço ainda para outra sessão de esclarecimento no auditório da Junta de Freguesia da Trofa. «Está em causa a opção de um caminho para Portugal. O que preconizo há muito é que é tão importante o equilíbrio orçamental como o crescimento económico. Um Governo pode ter de pedir sacrifícios mas tem de saber dizer também o que fazer, como o fazer e dar esperança. Temos muito castigo mas poucos objectivos».

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Diário de Campanha X


15/05/2008

LISBOA – PORTO – VIANA DO CASTELO - LISBOA

Nesta fase de dinamismo crescente na campanha de Pedro Santana Lopes à Presidência do PSD registam-se novos e fortes apoios. O Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim e o Presidente da Distrital do Algarve, José Mendes Bota declararam expressamente que defendem Pedro Santana Lopes como futuro líder do PSD, o homem que pode vencer Sócrates em 2009. Com Mendes Bota, são seis os Presidentes de Distritais que apoiam Santana Lopes (Bragança, Castelo Branco, Braga, Viana do Castelo, Beja e Faro).

Manhã parlamentar. Em cima da mesa, entre outras questões, o agendamento potestativo do PSD sobre políticas públicas de família. À tarde o candidato partiu para o Porto onde, às 19h, se realizou a cerimónia de apresentação dos mandatários distritais no Palácio da Bolsa. Aí foram apresentados os 23 mandatários distritais da Candidatura bem como os da Juventude.


Pedro Santana Lopes citou Sá Carneiro - «A política sem risco é uma chatice e sem ética é uma vergonha» - numa clara evocação ao que não se tem passado no PSD nos últimos anos. «O partido precisa de ordem». Referiu-se às características das outras candidaturas: a «resignação» de Manuela Ferreira Leite e a «impreparação» de Passos Coelho não servem o Partido nem o País. Falou sobretudo sobre Portugal e o modelo de desenvolvimento que defende. (lista de mandatários e discurso no portal: http://www.pedrosantanalopes.com/)

Seguiu depois para Viana do Castelo onde realizou uma sessão de esclarecimento na única Sede Distrital da JSD do País.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Carlos Carreiras explica porque não vota Manuela Ferreira Leite


Destaque para a intervenção de Carlos Carreiras ontem em Cascais na Sessão de Esclarecimento de Pedro Santana Lopes. Apesar de não ter decidido ainda o seu sentido de voto, elogiou Santana Lopes e disse que não se pode propor para Lisboa quem não se deseja para líder do PSD. E adiantou que, em qualquer circunstância, o apoiaria sempre para Lisboa.Depois passou a enunciar as múltiplas razões pelas quais não vota em Manuela Ferreira Leite. Entre as quais, considera particularmente grave a parcialidade com que lidou com a questão financeira da Câmara Municipal de Lisboa tendo preferido atacar a gestão de Pedro Santana Lopes durante os últimos anos, posição que manteve publicamente mesmo quando o Tribunal de Contas a esclareceu sobre esta matéria no sentido contrário.

Também Carlos Carreiras, no exercício das suas funções, precisou de analisar este dossier e constatou que as acusações de desequilíbrio orçamental que conhecia pela Comunicação Social eram injustas e infundadas tendo verificado que a despesa desceu, a receita subiu e o passivo diminuiu.

DIÁRIO DE CAMPANHA IX














14/05/08

LISBOA – CASCAIS

Manhã parlamentar. Em preparação, o agendamento potestativo do PSD marcou para amanhã sobre Políticas Públicas de Família. Seis projectos de lei que foram apresentados no dia em que o PS aprovou a nova lei do divórcio. Ainda nesta manhã, na sede de campanha, o candidato dá uma entrevista ao Público. Parlamento depois do almoço.

A meio da tarde as rádios e televisões anunciam a decisão de Alberto João Jardim de não se candidatar à Presidência do PSD. O líder madeirense declara o seu apoio à candidatura de Pedro Santana Lopes. «Foi uma posição que aguardei com respeito e que registo com muita satisfação», dirá o candidato. Também Mendes Bota, Presidente da Distrital do Algarve apoia Pedro Santana Lopes à liderança. A campanha aquece.O serão em Cascais revela esta dinâmica. Todos não cabem na sala grande do Hotel Baía onde Pedro Santana Lopes se bate pela clarificação das diferenças entre os candidatos e as propostas, sem jogos prudenciais. «No PSD há vários equívocos que importa clarificar. É preciso saber como chegámos aqui». Lembra que em Junho de 2004 o PSD e o CDS obtiveram juntos o pior resultado de sempre (e não em Fevereiro de 2005). Nessa altura, Manuela Ferreira Leite revelou que já tinha pedido para sair do Governo porque não tinha condições para continuar atendendo à severidade das políticas que tinha adoptado na pasta das Finanças. Pedro Santana Lopes diz que estava bem na Câmara de Lisboa mas honrou o compromisso com Durão Barroso, com o Partido e com o País.

«Nos seis meses que estive no Governo, não fui apoiado por aqueles que andei a defender por todo o País durante dois anos, nos debates com José Sócrates e nos artigos que escrevia no Diário de Notícias». A sala cala o orador com aplausos. «Se tivéssemos sentido esse apoio, Jorge Sampaio não tinha sentido margem para fazer o autêntico Golpe de Estado Constitucional de dissolver o Parlamento com uma maioria estável». Novo aplauso.

Depois fala das políticas que cada candidato apresenta e convida os militantes a escolherem bem, não por questões menores, mas por Portugal. «Qual dos candidatos tem as políticas que considero melhores para o País?». Pedro Santana Lopes não se resigna à sorte de Portugal que não descola dos últimos lugares nos índices de desenvolvimento sobretudo se comparado com a Grécia, a Eslováquia ou alguns países do Báltico. «Não são os Primeiros-Ministros e os Ministros das Finanças, como Manuela Ferreira Leite, que são incompetentes. São as políticas que estão erradas. SÓ SE FALA A UM POVO DE CASTIGO, NÃO SE FALA A UM POVO NUM CAMINHO. Temos de romper com esta obstinação de seguir sempre as mesmas políticas» em relação às quais considera que há no País uma mentalidade de resignação e de contenção.




O debate é particularmente animado. «Ouvi-o com muita atenção e deixou-me plenamente satisfeito», diz Alfredo Farinha, «Se for capaz de dizer ao País o que disse aqui, ganha as Legislativas. Vai ser mais difícil ganhar as primárias do que destruir o mito com pés de barro que se chama Sócrates».

Destaque ainda para a intervenção de Carlos Carreiras: «Nesta escolha, estou no pior dos mundos: não sei o que quero mas sei o que não quero». Apesar de não ter decidido ainda o seu sentido de voto, elogiou Santana Lopes e disse que não se pode propor para Lisboa quem não se deseja para líder do PSD. E adiantou que, em qualquer circunstância, o apoiaria sempre para Lisboa.

Depois passou a enunciar as múltiplas razões pelas quais não vota em Manuela Ferreira Leite. Entre as quais, considera particularmente grave a parcialidade com que lidou com a questão financeira da Câmara Municipal de Lisboa tendo preferido atacar a gestão de Pedro Santana Lopes durante os últimos anos, posição que manteve publicamente mesmo quando o Tribunal de Contas a esclareceu sobre esta matéria no sentido contrário. Também Carlos Carreiras, no exercício das suas funções, precisou de analisar este dossier e constatou que as acusações de desequilíbrio orçamental que conhecia pela Comunicação Social eram injustas e infundadas tendo verificado que a despesa desceu, a receita subiu e o passivo diminuiu.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Diário de Campanha VIII


13/05/2008

LISBOA

Manhã em São Bento para organizar os trabalhos parlamentares da semana. Ainda antes do almoço, Pedro Santana Lopes tem uma reunião com um cliente no escritório. Só depois a campanha: importa acertar detalhes da estrutura organizativa dos mandatários cuja apresentação decorre na Quinta-Feira, no Palácio da Bolsa, no Porto

Segue-se uma entrevista, de quase duas horas, ao Expresso, que sairá no primeiro caderno da próxima edição. Conduzem a conversa, Ângela Silva e Nuno Saraiva. Rui Dias regista a imagem. Tempo para a leitura de alguns dossiers antes de jantar com a Família. Depois, a prevista sessão de esclarecimento na Secção A de Benfica, em Lisboa.
O primeiro andar do 53 da Rua República da Bolívia é pequeno para tantas pessoas que ali se deslocam neste serão a meio da semana.

Depois de eleito, o candidato quer ordem no Partido para ter condições para «pedir contas ao PS em vez de, no PSD, se estar sempre a pedir contas uns aos outros». Depois, passa a expor o que distingue o modelo de desenvolvimento que propõe para Portugal do de Manuela Ferreira Leite. Há silêncio na sala e ruído entre os que não conseguem entrar. Pedro Santana Lopes detém-se na política:
«Todos os anos ouvimos o anúncio de novas obras que representam encargos certos que irão sobrecarregar as gerações futuras. São decisões da responsabilidade do Estado que sobrecarregam a despesa. Do lado da receita o País definha». Refere o exemplo da taxa de produtividade a 70% em Portugal e a 100% na Grécia. «Porque é que países como a Grécia, que há três anos estavam como nós, já nos escaparam desta maneira? Porquê?». Acredita que a resposta está no modelo de desenvolvimento dos últimos anos que considera errado.

Volta a referir a necessidade de harmonizar os impostos num mesmo espaço económico - no nosso caso o Ibérico - tal como se passa entre os países da Escandinávia e do Báltico. Ouvem-se palmas. «Há um erro na formulação da política económica que teima em ver a política fiscal só como instrumento da política orçamental. Não há país que progrida assim! Quando tomei posse, como Primeiro-Ministro, inverti a ordem dando maior importância ao Ministério da Economia do que ao Ministério das Finanças porque temos de cuidar da boa receita e não da receita neutra e castigadora dos impostos».

Diz compreender Manuela Ferreira Leite na pasta das Finanças mas lembra que um Primeiro-Ministro tem de dizer também como ter esperança e como produzir. «Espanha aprovou agora um plano de impulso à actividade económica. Temos de fazer esse caminho. Há múltiplos economistas europeus que o apontam. Entre nós, Miguel Cadilhe é da mesma opinião. Não se podem continuar a fazer políticas pró-ciclo».

O candidato refere ainda o reforço do investimento na Segurança e a coesão territorial. Lembra que se recusou a fechar a Maternidade de Chaves quando essa proposta chegou ao Conselho de Ministros, em 2004, porque isso seria dar um sinal às pessoas de que não valia a pena nascer naquela terra. E conclui: «ESTA FORMA DE VER O PAÍS COM UMA RACIONALIDADE CONTABILÍSTICA É TUDO O QUE NÃO PRECISAMOS».

Amanhã Pedro Santana Lopes fará outra sessão de esclarecimento em Cascais.

TSD de Lisboa

TSD DE LISBOA APOIAM PEDRO SANTANA LOPES
12/05/2008


Os TSD da Área Metropolitana de Lisboa decidiram apoiar a candidatura Pedro Santana Lopes porque, de acordo com o seu comunicado «acreditam que a confiança e a mobilização dos social democratas e dos portugueses só é possível com a eleição do candidato» porque é quem «detém todas as condições de melhor intervenção na dinâmica da construção de um Portugal modernizado, inovador, mais próspero e justo».
Os TSD consideram «que o dr Pedro Santana Lopes é o candidato a Presidente do PSD com mais sensibilidade social e humanista, identificando-se melhor com a matriz social-democrata. O seu programa e os princípios orientadores para todas as áreas de governação são objectivos que nos identificam e subscrevemos. O dr Santana Lopes está muito bem preparado, é líder parlamentar e encontra-se em melhores condições para presidir ao PSD e ganhar em 2009 ao eng. José Sócrates. Os TSD de Lisboa apoiam o dr Santana Lopes incondicionalmente para bem do PSD e de Portugal».

segunda-feira, 12 de maio de 2008

DIÁRIO DE CAMPANHA VII

12 DE MAIO DE 2008

LISBOA

10h - 11h Entrevista da Pedro Santana Lopes ao Radio Clube Português.

"Pedro Santana Lopes considera que Manuela Ferreira Leite devia abandonar a corrida à liderança do PSD.

O candidato disse esta manhã no Rádio Clube que é impensável que um candidato a líder admita que não votou PSD numa eleição nacional. Santana Lopes lembrou que, para ele, foi muito difícil votar em Carmona Rodrigues em Lisboa, mas votou, por causa da fidelidade ao PSD.

Pedro Santana Lopes lembrou que Pedro Passos Coelho deve primeiro gerir alguma coisa antes de tentar gerir o país e deixou um recado a Luís Felipe Menezes: antes de decidir quem apoia, é bom que veja quem apoia."

in: http://www.radioclube.clix.pt/


À tarde, reúne a Comissão Política da Candidatura de Pedro Santana Lopes agora contando também com a presença de Luís Cirilo, ex-Governador Civil de Braga, que trabalhará na direcção da campanha. Em agenda a reunião do Conselho Nacional do PSD, a realizar hoje à noite na Sede Nacional do Partido, e a programação da campanha para o resto da semana.
Pedro Santana Lopes decide não ir ao Conselho Nacional por considerar uma forma gentil de assegurar a igualdade, em respeito a outros candidatos – como Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho - que não têm assento neste órgão do PSD. Em relação à agenda que está em cima da mesa, Pedro Santana Lopes considera que se tratam de questões processuais e regulamentares. Como candidato, é sua obrigação tratar de questões mais políticas e substanciais.


Novos apoios chegam à sede. Os TSD da Área Metropolitana de Lisboa anunciam em comunicado o seu apoio entusiasta à candidatura de Pedro Santana Lopes. «Considero que o dr Pedro Santana Lopes é o candidato a Presidente do PSD com mais sensibilidade social e humanista, identificando-se melhor com a matriz social-democrata. O seu programa e os princípios orientadores para todas as áreas de governação são objectivos que nos identificam e subscrevemos. O dr Santana Lopes está muito bem preparado, é líder parlamentar e encontra-se em melhores condições para presidir ao PSD e ganhar em 2009 ao eng. José Sócrates. Os TSD de Lisboa apoiam o dr Santana Lopes incondicionalmente para bem do PSD e de Portugal». Da Beira Alta, Fernando Andrade, Presidente da Câmara Municipal de Aguiar da Beira, é Mandatário Distrital pela Guarda.

Neste dia, tempo ainda a meio da tarde, para participar de uma reunião da direcção do seu escritório de advocacia. Amanhã à noite estará na secção A do PSD de Benfica.


Publicado por: Candidatura Pedro Santana Lopes

DIÁRIO DE CAMPANHA VI


11 DE MAIO DE 2008


LISBOA - LAMEGO - LISBOA


Nesta manhã de Domingo, o Jornal de Notícias trás declarações de Manuela Ferreira Leite sobre o seu sentido de voto nas Eleições Legislativas de 20 de Fevereiro de 2005. Questionada sobre a escolha que fez nas urnas, a candidata não respondeu «PSD» preferindo dizer que não falaria sobre este assunto. Ainda em casa, Pedro Santana Lopes recebe múltiplos telefonemas e mensagens de militantes que se dizem chocados com esta informação que será vista na Sede Nacional, juntamente com a análise da imprensa do dia.


Depois de almoçar com a Família, Pedro Santana Lopes faz-se à estrada com a comitiva da campanha, a caminho de Lamego. Espera-o casa cheia no Parque Hotel, junto ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, para nova sessão se esclarecimento. A enchente da sala obriga a uma ampliação logística de última hora o que contraria as notícias que anunciavam uma adesão maioritária a outras candidaturas nesta região.

Como mandatário local Pedro Santana Lopes conta com Fernando de Sousa, Vice-Presidente da Concelhia de Lamego, mas quem usou da palavra para apresentar o orador foi o anfitrião Deputado Melchior Moreira, Presidente da Concelhia que não declarou a opção de dia 31. O Deputado enfatizou as qualidades pessoais e políticas de Pedro Santana Lopes afirmando: «é um grande homem, um grande político e sentimo-nos muito honrados por o ter aqui». Presentes também na sessão, o Presidente da Distrital de Viseu, José Cesário, e o Presidente da Câmara de Mangualde, António Soares Marques. De assinalar o apoio de Pedro Ruas, Mandatário Distrital da Juventude, sobrinho de Fernando Ruas Presidente da ANMP, apoiante de outra candidatura. Mais um caso em que se vê que são as novas gerações quem acompanha Pedro Santana Lopes.


O candidato desenvolveu os temas do seu Manifesto Eleitoral sobretudo no que toca às questões económicas que penalizam a interioridade. Referiu a importância do investimento nestas regiões, a imperiosa harmonização fiscal no espaço ibérico e o problemático encerramento de serviços que se sente particularmente naquela zona pelo que foi muito aplaudido.

Antes de voltar para Lisboa, tempo para jantar com militantes a convite da Concelhia de Lamego. Quatrocentos quilómetros depois, escreveu a crónica que iria para o ar, horas depois, às 8.40h e, ainda, oportunidade para assistir na Cerimónia dos Globos de Ouro da SIC aquilo a que chamou a «justa distinção» a Eunice Muñoz.

Publicado por: Candidatura Pedro Santana Lopes

domingo, 11 de maio de 2008

Declarações de Nuno Delerue

Estou estupefacto com a afirmação da Dra. Manuela Ferreira Leite hoje ao JN de não assumir, com clareza e naturalidade, que votou PSD no combate duríssimo que o partido travou contra o Eng. Sócrates em 2005! O que na prática é o mesmo que dizer que não votou PSD - o inverso não seria nem segredo nem suscitaria espanto. Ora esta confissão, sendo grave qualquer que fosse o militante, é impensável para uma militante candidata a líder. Porque sobretudo para militantes com especiais responsabilidades, o amor ao PSD não pode ser circunstancial, dependendo de quem exerce o poder em cada momento.

E este entendimento abrange todos! Até o Pedro Santana Lopes em relação às autarquicas de Lisboa de 2005, no caso em votar Carmona/Paula Teixeira da Cruz. O que, independentemente de tudo o que se sabe, seguramente, ele fez!"

Nuno Delerue

DIÁRIO DE CAMPANHA V

10 DE MAIO DE 2008


LISBOA - GAIA - AROUCA - LISBOA















A agenda do dia marca Arouca como destino da campanha. Uma terra que Pedro Santana Lopes conhece bem por ter estado directamente envolvido no projecto de intervenção de restauro do Mosteiro, no início dos anos 90, enquanto Secretário de Estado da Cultura.

O dia começa com uma reunião da Direcção da Campanha na Aguda, em Gaia, para programação da agenda política. Depois do almoço, novo encontro de trabalho num hotel de Gaia, com vereadores e militantes da concelhia, aos quais se junta Luís Cirilo, ex Governador Civil de Braga e Deputado, que ali se desloca para manifestar o seu apoio apesar de o Expresso dessa manhã o anunciar como apoiante de outra candidatura.

Sabendo que estaria perto de Vila Nova de Gaia, dois dias antes combinou encontrar-se com Luís Filipe Menezes na Afurada, onde decorreria a sessão de esclarecimento. Lá se encontram no café onde Pedro Santana Lopes dirá: «Queria estar com um amigo que, para além disso, ainda é o Presidente do Partido por quem dei a cara nos últimos sete meses», respondeu o candidato à imprensa «Julgo que fui o único dos três candidatos a fazê-lo. Há quem não consiga fingir que esteve contra ele e há quem tente fingir que esteve, com intuitos meramente eleitorais». Irão visitar juntos as obras da nova Junta de Freguesia e o local onde, em breve, será construída a Marina. A recepção do Povo daquela terra piscatória é extraordinária. Decorre um espectáculo de Quim Barreiros e as ruas estão cheias de gente. Muitos querem cumprimentar o candidato e fazem-no com simpatia.


Já em Arouca, numa sessão de esclarecimento no auditório do Quartel dos Bombeiros à cunha, Pedro Santana Lopes falou da «Causa das causas» que introduziu na agenda parlamentar: o combate à desertificação. Sempre considerou que há zonas do Litoral que, pelas difíceis acessibilidades, constituem pólos de interioridade no País. É o caso de Arouca, no Distrito de Aveiro. Durante a viagem de volta para Lisboa, há tempo para múltiplos contactos com Presidentes de Câmara e dirigentes de Concelhias do PSD. Ainda irá à Sede Nacional, depois de jantar, ultimar os preparativos da viagem do dia seguinte a Lamego onde fará uma nova sessão de esclarecimento no Hotel Parque. Reconfortantes são as mensagens de agradecimento que entretanto chegam de Gaia.
Publicado por: Candidatura Pedro Santana Lopes