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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Diário de Campanha XXII





29-05 2008



LISBOA



A manhã começa com duas entrevistas aos diários Jornal de Notícias e «24 Horas». Depois de uma reunião de campanha, Pedro Santana Lopes foi para a Assembleia da República ultimar os preparativos para o debate que se seguiria com o Primeiro-Ministro. O tema - a situação económica do País - foi escolhido pelo líder da bancada do PSD, depois de José Sócrates ter tido a iniciativa de marcar este assunto no último debate quinzenal.




O líder parlamentar desmascarou mais uma «medida inédita» anunciada no debate anterior pelo Primeiro-Ministro, segundo a qual seríam antecipados, em 35%, os apoios relativos a projectos aprovados no âmbito do QREN (Quadro de Referencia Estratégico Nacional) Quando afinal este tipo de adiantamentos sempre esteve previsto em todos os quadros comunitários de apoio, há mais 20 anos e em percentagens superiores (50% e, em algumas situações, 70%).

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De volta à sede de candidatura, Pedro Santana Lopes convoca uma conferência de imprensa. Não quer deixar passar em claro as declarações que Manuela Ferreira Leite faz hoje à revista Sábado segundo as quais, quando questionada sobre se votou Santana Lopes, em 2005, a candidata revela: «Votei no PSD. Se estivesse lá o nome dele não votava». Pedro Santana Lopes considera estas declarações particularmente graves - do ponto de vista político e disciplinar - uma vez que não se tratou de uma expressão infeliz mas de uma reiterada posição desta candidata à liderança do Partido. Uma atitude «gravissima» em qualquer militante e, muito mais, para quem se candidata à liderança do Partido Social Democrata.

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Pedro Santana Lopes citou e distribuiu os Estatutos e o Regulamento Disciplinar do Partido sobre esta matéria. Interrogado sobre as consequências que se devem extrair desta posição, o candidato disse que não se trata de excluir MFL das Directas nem tão pouco de agir disciplinarmente. Trata-se apenas de não continuar a pactuar com situações destas no PSD, não permitir que elas se repitam e penalizar eleitoralmente os seus responsáveis.

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À noite, mais de mil militantes esperaram Pedro Santana Lopes para um jantar no Mercado da Ribeira onde, desde o princípio da tarde, já não se aceitam mais inscrições. Quando usou da palavra, o candidato começou por dizer: «Sabia que ia ser um intruso ou um indesejado para as conveniências que estavam estabelecidas. Sei que queríam levar um candidato ao colo e lançar outro para mais tarde. Mas as bases do PSD não gostam que escolham por elas».

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«Esta é uma escolha muito significativa. Quando um candidato à liderança diz que não teria votado se o meu nome constasse no boletim de voto ao lado dos outros líderes partidários, o que poderíamos pensar se esse estilo de militantes ocupasse o poder? Há neste partido militantes que se julgam detentores de um qualquer cartão dourado que julgam que outros não têm para ter acesso ao poder. Por isso disse que hoje que a primeira medida que tenciono tomar como Presidente do PSD é fazer publicar a cartilha dos deveres dos militantes do PSD e enviá-la a todos, mas a alguns numa carta com aviso de recepção para ter a certeza de que a recebem».

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Sexta-Feira, último dia da campanha, a volta do candidato é pesada em quilómetros. Pedro Santana Lopes não quis deixar de ir a Portalegre e à Guarda, Distritos do interior, porventura pouco numerosos em militantes mas simbólicos para quem faz do combate à desertificação a «causa das causas». Da Beira Alta o candidato segue para Lousada, Barcelos e, finalmente, Porto onde o encerramento da campanha será realizado num jantar na Exponor.



Diário de Campanha XXII




28/05/2008


LISBOA - ÉVORA - BEJA - LISBOA/SIC - SETÚBAL
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O último debate entre os candidatos na SIC, esta noite, não altera a vontade de Pedro Santana Lopes estar com os militantes do Alentejo hoje em Évora e Beja (Sexta-feira estará em Portalegre) e nos trabalhos parlementares da tarde onde lidera a bancada do PSD. De manhã cedo, tempo ainda para dar uma entrevista ao Diário de Notícias, antes de partir para Évora.
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É caso para se dizer que o candidato não perdeu a viagem. Em Évora teve uma recepção particularmente acolhedora do ponto de vista pessoal e político. Sendo um Distrito que duplicou a sua capacidade eleitoral activa - de cerca de 400 para 800 militantes - o candidato contatou que ali tem um apoio alargado. «Conte com a Concelhia de Estremoz onde terá mais votos do que os outros dois candidatos juntos», garante quem de lá veio.
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Em Évora, como depois em Beja, Pedro Santana Lopes chamou a atenção para os diferentes perfis, percursos e programas em causa nestas Directas: «Somos uma instituição com princípios, valores e regras. Não devemos esquecer o passado recente do qual há conclusões a serem tiradas». Depois, sobre o País, defendeu uma política próxima dos Portugueses. «Não estou fechado no Terreiro do Paço ou nas tendas montadas para o Primeiro-Ministro. Estou no terreno, falo com as pessoas. É preciso tratar as pessoas com afecto e dar-lhes esperança».
Destes contactos no País, Pedro Santana Lopes refere, por exemplo, exemplos de pequenos comerciantes que têm de fechar as portas sem ter direito a subsídio de desemprego. «Quem governa tem de guardar horas do dia a pensar nestas pessoas que são parte essencial do tecido empresarial do nosso País em vez de andar sempre em tendas de plástico a falar de grandes investimentos». O candidato seguiu para uma nova sessão de esclarecimento em Beja onde marcou a primeira reunião de avaliação dos resultados das Directas.
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Já em Lisboa, Santana Lopes participa nos trabalhos parlamentares no Plenário da Assembleia da República antes de ir para o último debate televisivo entre os candidatos destas Directas na SIC. Seria opinião unanime dos comentaristas que analisaram o debate que Pedro Santana Lopes foi, uma vez mais, o mais contundente e informado dos participantes (debate e comentátios na íntegra no portal - http://www.pedrosantanalopes.com/).
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A campanha não acaba neste dia sem uma sessão de esclarecimento tardia, em Setúbal, nesta noite chuvosa que, nem por isso, desmobilizou as dezenas de militantes que ali esperaram pelo candidato. Pedro Santana Lopes voltou a falar da pobreza exactamente no Distrito onde, em 1984, o Bispo D. Manuel Martins denunciou que havia fome tendo o então Primeiro-Ministro Mário Soares agido em conformidade. Hoje é o próprio Soares que - depois da Conferência Episcopal, depois da bancada parlamentar do PSD e depois de Pedro Santana Lopes o ter feito na secção de Benfica - vem denunciar novamente esta situação no País. Terá José Sócrates sensibilidade para lhe dar resposta?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Diário de Campanha XX




26/05/2008

CELORICO DE BASTO - AMARES - ESPOSENDE - VILA VERDE - BRAGA
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O Minho recebe Pedro Santana Lopes com chuva miúdinha e muitos militantes. A dinâmica da campanha cresce à medida que se aproxima da recta final. Os debates animam e o candidato demora-se mais do que o previsto em cada destino. De novo, o facto de ser o único candidato presente no Parlamento é repetido nas perguntas e respostas. Pedro Santana Lopes reconhece que é politicamente muito importante que o líder da Oposição se afirme semanalmente, cara-a-cara, com o Primeiro-Ministro na Assembleia da República. E só ele pode desmascarar ali as promessas não cumpridas de José Sócrates.
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Este o primeiro de cinco pontos de uma carta que Pedro Santana Lopes enviou hoje, por mail, a 25 mil militantes para ponderação na escolha de dia 31 de Maio. Nos outros pontos ressalta ainda a avaliação do percurso político e profissional dos candidatos sendo que PSL tem a vantagem de ter sido Presidente de uma Câmara média e do maior Município de Portugal, presidiu ao Conselho da Região Centro, foi deputado europeu e, a nível do Poder Central, exerceu durante sete anos duas pastas com incidência transversal em todo o País: a Presidência do Conselho de Ministros e a Cultura. Como disse em várias intervenções: «Sei onde os processos páram e o que é preciso para os fazer avançar. Tenho obra feita em todo o País. A credibilidade mede-se na coerência entre o que se pensa, o que se diz e o que se faz. E a minha obra fala por si».
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Sem ignorar as fragilidades políticas que podem ser sugeridas, Pedro Santana Lopes aborda a questão do seu regresso à liderança «tão cedo» depois dos resultados de Fevereiro de 2005. «Sei que alguns consifderam que ainda é cedo para me candidatar a PM. Lembro que, em Junho de 2004, aceitei o poder sem ter possibilidade de o legitimar pelo voto, depois da maior derrota eleitoral de sempre do PSD coligado com o CDS-PP, nas Europeias de Junho de 2004, disputadas por Durão Barroso e Paulo Portas. Viviam-se tempos difíceis no PSD e no País. Podia ter continuado o trabalho tão gratificante na Câmara de Lisboa mas entendi que o meu dever era garantir a continuidade do PSD à frente dos destinos do País. Não correu bem. Mas todos reconhece, que dominava, como domino, os dossiers e não me apontam um erro nas medidas tomadas na governação. Não volto a aceitar o poder de outras mãos, que não as do povo. Sei que sempre que o exerci com legitimidade directa nunca tive problemas na prossecução das minhas políticas nem com a disciplina das minhas equipas».


«No dia 31 votaremos também em propostas diferentes para o País. Há um caminho para Portugal em que acredito e que só eu defendo porque não vi representado por nenhum dos outros candidatos. Logo de início, apresentei um Manifesto com as linhas orientadoras da acção governativa para o País, onde destaco a prioridade do crescimento económico aliado a uma política progressiva de harmonização fiscal com Espanha e ao equilíbrio das Contas Públicas. Tenho como causa das causas o combate à desertificação a par da protecção das instituições essenciais e dos mais desfavorecidos. Por isso entendo que, em matérias como a Justiça e a Saúde, o Estado deve reforçar a sua intervenção, ao contrário que defendem outros candidatos que se confessam mais liberais. Sinto-me bem nos princípios da nossa matriz social-democrata».

«Finalmente, considero que sou o candidato que está em melhores condições para confrontar José Sócrates nas Legislativas de 2009. Os Portugueses sabem que perdi as últimas eleições falando sempre a verdade sobre o que faria depois de eleito. Não garanti o que não podia. E lembram-se bem que, na mesma campanha, o actual Primeiro-Ministro tudo prometeu para, depois de eleito, fazer o contrário. Assim foi nos impostos, no emprego, nas pensões, nas taxas moderadoras e nas SCUT, para dar alguns exemplos. Em 2009, não poderá fazer o mesmo à minha frente porque lá estarei para lhe apontar as promessas não cumpridas e porque sou quem tem o mais adequado programa para que, com uma nova ambição nacional, possamos ousar enriquecer Portugal e, em vez de ficarmos para trás, acertarmos o passo ao ritmo de desenvolvimento dos outros parceiros europeus».

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Diário de Campanha XIX




25/05/2008


LISBOA - VIANA DO CASTELO - MIRANDELA - BRAGANÇA - VALPAÇOS
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O Domingo começa com uma viagem de Lisboa para o Porto e daí para Viana do Castelo onde Pedro Santana Lopes almoça com cerca de 250 militantes e inaugura a sua sede de candidatura (na fotografia). Hoje as notícias reproduzem as declarações de Pedro Passos Coelho exortando o Governo a baixar o IVA sobre os combustíveis. Interrogado sobre o mesmo assunto, Pedro Santana Lopes explica que tal não é possível, requer conversações com Bruxelas e outras ponderações a que a Lei obriga. Os jornalistas questionam: «Está a dizer que Pedro Passos Coelho não sabe do que fala?», ao que o candidato responde: «Não uso esses termos para falar dos meus companheiros». Novamente a mesma pergunta, para resposta idêntica. Mesmo assim o título que vingará nas notícias da tarde é «Pedro Santana Lopes diz que Passos Coelho não sabe do que fala».
Há argumentos que pesam, cada vez mais, neste final de campanha. Os militantes atendem à importância de ter um futuro Presidente que possa combater directamente José Sócrates a partir da bancada parlamentar. Pedro Santana Lopes insiste em dizer que essa não é uma condição indispensável para liderar o PSD, mas reconhece que, em termos práticos, é muito importante estar frente-a-frente com o Primeiro-Ministro, na sede da Democracia, exercendo em discurso directo a Oposição entre líderes de projectos alternativos.
A estrada leva o candidato a novas sessões de esclarecimento em Mirandela, Bragança e, finalmente, em Valpaços, onde mais de 300 militantes não impediram que o jantar desse lugar a um encontro mais intimista com Pedro Santana Lopes. Regresso tardio ao Porto. No dia seguinte o candidato irá a Celorico de Basto, Amares, Esposende, Póvoa do Lanhoso, Vila Verde e Braga. Vai onde as notícias nem sempre o levam.

domingo, 25 de maio de 2008

Diário de Campanha XVIII







24/05/2008



LISBOA - VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO - ALBUFEIRA - PORTIMÃO



O dia chuvoso não desmobiliza as centenas de militantes que se deslocaram ao parque de pic-nics de Vila Real de Santo António para ouvirem Pedro Santana Lopes. O candidato cumprimenta todos à chegada e com eles come uma febra na brasa. Nesta campanha, o Algarve é uma terra particularmente acolhedora para Pedro Santana Lopes uma vez que a maioria dos seus dirigentes declarou apoio a esta candidatura.

O Presidente da Distrital, José Mendes Bota, assinala o seu apoio por quatro razões: Pedro Santana Lopes foi autarca de uma Câmara média e do maior município do País. Tem, por isso, uma sensibilidade política focada na descentralização e no respeito pelo Poder Local. É parlamentar, sendo o único candidato que está em condições de combater José Sócrates directamente nos debates quinzenais até às Legislativas de 2009.
Tem ainda a experiência de ter sido Primeiro-Ministro e, apesar do que gostam de o denegrir, «nenhum lhe consegue apontar uma medida errada». Finalmente apoia Santana Lopes porque ser «um homem com o pensamento político de Sá Carneiro, do velho PPD onde cabem todos - ricos e pobres». E adianta: «Também gosto de beber champanhe nas noites de vitória nas sedes do PSD. Mas dou muito repeito por quem perde eleições porque o faz com honra e em combate. O facto de ter perdido em 2005, debaixo de todos os ataques externos e da traição interna, tem mais valor do que aqueles que se põem de lado, à espera que a tempestade passe para depois virem servir-se à mesa do poder quando esta lhes pode dar algo».
Com os dados que lhe chegam sobre múltiplos movimentos internos e externos ao Partido -uns mais lícitos do que outros - Pedro Santana Lopes sente-se cada vez mais convicto na decisão de se ter candidatato à Presidência do PSD. «Peço-vos que me dêem, no próximo Sábado, uma votação tão expressiva como necessária para combater o eng. José Sócrates. Digo-vos sem falso optimismo: estamos na liderança deste combate e vamos ganhar no próximo dia 31».
Seguiram-se as sessões de esclarecimento em Albufeira e em Portimão, antes do regresso a Lisboa. O candidato referiu-se ao comportamento dos media em relação aos três candidatos: «Na Madeira, tenho o apoio de 10 dos 11 autarcas e do Presidente do Governo Regional. Pois a notícia que sai é que o Secretário-Geral apoia outra candidatura e que o Presidente da Câmara do Funchal ainda outra. E bem posso chamá-los à realidade. A notícia não passa. No dia em que Mendes Bota, que preside à Distrital do Algarve, me anunciou o seu apoio apenas saíu uma breve no 24 Horas. Mas Teixeira Pinto, que nada dirige no Partido, apoiou outra candidatura e teve honras de página inteira. Falo de factos mas não me queixo. Já não me fazem mossa».

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Debate a dois na TVI


Siga o debate desta noite na TVI no nosso portal mas detenha-se aqui na síntese dos comentários que logo se seguiram de Mário Bettencourt Resendes e Luís Delgado na SIC - Notícias.



Mário Bettencourt Resendes


  • Tratou-se de um debate entre dois: Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite

  • Pedro Passos Coelho desiludiu pelo excesso de reverência a Manuela Ferreira Leite

  • Deixou-se enredar pela questão de ser ou não ser liberal

  • Pedro Santana Lopes mais àvontade e eficaz mas com o problema da memória colectiva do seu passado recente.

  • Manuela Ferreira Leite surpreendeu por desconhecer os dossiers como o TGV.

  • Falou um pouco na defensiva, invocando desconhecimento.


Luís Delgado



  • Pedro Santana Lopes ganhou claramente o debate;

  • mostrou um conjunto de ideias mais consistente e mais articulado;

  • tendo essa experiência usou-a na circunstância

  • Manuela Ferreira Leite falou de duas ou três coisas superficialmente

  • Sempre dizendo que nunca estava a par, invocava que não conhecia os dossiers

  • Dizia que o que importa são as políticas e não as medidas

  • Ou Pedro Passos Coelho consegue ser conciso ou perde também o próximo debate

  • Sondagem: Sócrates ganha com MFL porque está colado ao mesmo campo e pode preocupar-se apenas com a esquerda. «Nós queremos é aquela Senhora» dizem os socialistas. O mesmo não podem dizer em relação a Pedro Santana Lopes e Pedro Passos Coelho.

  • Lamento desiludir as pessoas mas um debate, a esta distância, já não decide o voto de ninguém. A sondagem não indica o vencedor porque se refere ao País e os militantes, como PSL lembrou, em Setembro, as sondagens feitas ao País também deram a vitória a Marques Mendes.

  • Não é bom ir para um debate e não falar. MFL é a pessoa que menos falou na campanha. Disse que não falava antes de ver como são as coisas o que é igual a os militantes passarem um cheque em branco ou fazerem uma opção de olhos fechados.

Diário de Campanha XVII









23/05/2008


LISBOA - TVI - ALGÉS


Manhã parlamentar com agenda variada sobre transportes e comunicações electónicas. O PCP e o BE propõem o combate à precariedade dos trabalhadores da Administração Pública. O PSD, através de Luís Montenegro, põe à discussão um Projecto de resolução para a criação de uma comissão eventual para análise e revisão do regime jurídico aplicado a titulares de cargos políticos e sobre o financiamento de partidos políticos. À tarde, entrevista ao Correio da Manhã conduzida por António Ribeiro Ferreira e preparação do debate televisivo que, esta noite (21h), confronta os três candidatos à liderança do PSD na TVI.

Entretanto, a candidatura de Pedro Santana Lopes entrega na sede nacional a sua moção sob o título «Objectivo Portugal». Um documento que o candidato espera ver discutido pelos militantes para melhor clarificar as diferentes candidaturas.

À noite, depois do debate na TVI, tempo ainda para uma sessão de esclarecimento na secção de Algés (22.15h na rua Carolina Michaelis, lte 72 Linda-a-Velha). Amanhã o candidato ruma ao Algarve para se encontrar com os militantes de Vila Real de Santo António, Faro e Portimão.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Diário de Campanha XVI






22/05/2008


PORTO - FUNCHAL - LISBOA - OURÉM



Pedro Santana Lopes deslocou-se hoje cedo para a Madeira onde foi recebido no Aeroporto pelo Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, apoiante da sua candidatura à Presidência do PSD. Seguiu-se uma reunião com Presidentes de Câmara de toda a Região e um almoço a sós entre Alberto João Jardim e Pedro Santana Lopes.

À tarde, na Quinta da Vigia, houve uma nova reunião de trabalho, mais alargada até meio da tarde. Aos jornalistas o Presidente da Região Autónoma da Madeira manifestou expressamente o seu apoio à candidatura de Pedro Santana Lopes, tal como já tinha anunciado há cerca de duas semanas.


Já no Continente, o candidato teve uma sessão de esclarecimento no Distrito de Santarém durante um jantar em Ourém. João Moura, Vereador da Câmara Municipal de Santarém, recebeu o candidato com uma solidariedade antiga: «Estava presente no Conselho Nacional em que o senhor quis ir a votos (quando Durão Barrosos saíu) porque sentia que algo podia correr mal . E correu». E adiantou: «O senhor herdou uma série de pessoas e projectos que hoje estão na outra candidatura. Era um sufoco sistemático aquele dia a dia provocado por pessoas que hoje estão com Manuela Ferreira Leite. Pessoas que, de diferenças com o Governo de José Sócrates, pouco têm».


A assistência «ainda não convertida» é chamada a expor as suas dúvidas ao candidato, antes mesmo de este usar da palavra. O Presidente da Junta de Freguesia de Fátima quis saber as razões que trouxeram o partido até este ponto, em que não se combate fora mas dentro de portas, e «o que pensaria Sá Carneiro se visse o Partido como está».


Pedro Santana Lopes responde: «Essas dúvidas têm uma resposta evidente: se alguém tem combatido José Sócrates nestes tempos sou eu e a bancada parlamentar em S. Bento. Mas nem Manuela Ferreira Leite deixou de fazer críticas a Luís Filipe Menezes nos comentários semanais da Rádio Renascença nem Pedro Passos Coelho nos debates frente-a-frente na SIC-Notícias como aconteceu, por exemplo, quando tivemos o debate sobre a qualidade da nossa democracia e o ERC denunciou que o PSD era altamente penalizado na informação da televisão pública. Há pessoas que estão noutras candidaturas que eu não consigo mobilizar para uma intervenção contra José Sócrates, mesmo na minha bancada».


O candidato voltou a dizer que, se pensasse apenas na sua vida, não teria avançado. «Não sou masoquista comigo, não sou masoquista com o meu Partido e ainda menos com o meu Partido. Estou aqui porque estou plenamente convencido de que vou ganhar as eleições em 2009».


Amanhã Pedro Santana Lopes estará presente no primeiro debate entre quatro candidatos que já formalizaram a candidatura na TVI, às 21h. Depois ainda se desloca à Secção de Algés para uma sessão de esclarecimento.






quarta-feira, 21 de maio de 2008

Discurso Directo / Santana Lopes na SIC

23h - 20/05/2008


I


«Não levo ninguém atrelado. Estou livre. Não tenho compromissos com ninguém. Posso escolher a equipe que quero para o partido, para o Parlamento Europeu e para as Autárquicas. O que quero é, fundamentalmente, que as bases escolham as suas equipas. Estou a pensar, logo a seguir ao Verão, fazer uma 1ª proposta de candidatos. Quero que os candidatos digam perante as bases a que se comprometem: quantas vezes estão com elas? De que modo? Como é que se organizam?Vamos escolher bem os deputados para saber que não nos enganamos e que há renovação, que não são sempre os mesmos».

II

« A Dra Ferreira Leite tem uma visão muito centralizada da governação. Uma visão muito orientada segundo a qual quem tem de poupar são as autarquias, quem deve controlar os orçamentos são as autarquias. E o Estado Central? Vamos ver os números e quanto é que o Estado reduziu durante estes anos? Os autarcas em muitos casos fazem mais obra em proporção com o dinheiro que têm por transferência ou por receitas próprias. Devem poupar? Sem dúvida. Como PM impus uma meta muito rígida que a Associação de Municípios contestou. Mas não olho para os autarcas como os bodes expiatórios dos males do País. Qual foi o imposto que Manuela Ferreira Leite falou em baixar? No IMI porque é receita das autarquias. Veja lá se diz que baixou um imposto do Estado?

III


«Não quero Manuela Ferreira Leite outra vez a governar Portugal num posto de responsabilidade nomeadamente na governação económica com responsabilidades na política financeira. Uma pessoa que vê a política fiscal como um mero instrumento de política orçamental e não de política económica. A política fiscal é um dos instrumentos fundamentais de intervenção de quem governa a política económica de um país. Governar só a olhar para a coluna da despesa, que é difícil de comprimir, e pensar: falta-nos dinheiro para o défice que queremos? ou para o saldo orçamental que queremos? Vamos aumentar as taxas, os escalões, os impostos mesmo sem que a actividade económica cresça. Quem não governa assim? O que é difícil é mobilizar a comunidade nacional como fez Cavaco Silva. Em vez de um castigo indicar um caminho. Fazer as pessoas sentirem que têm uma meta como país».

IV
«A credibilidade é a coerência entre o que se pensa, o que se diz e o que se faz. Obra? Tenho no país todo. Gostava de saber qual é a obra que têm para apresentar as outras pessoas nomeadamente as que falam em credibilidade. Tenho obra no Porto, no Minho, em Bragança, e no Algarve. Falo em teatros, bibliotecas públicas e arquivos distritais. Tenho obra na Figueira e em Lisboa (...) Essas senhoras e senhores passam a vida a dizer que fazem mas depois não fazem. Chegam ao poder e dizem que não podem fazer o que dizem. É muito bom falar mas onde está a sua obra? Espero que, um dia, Pedro Passos Coellho se candidate a uma câmara. Procurarei dar-lhe essa oportunidade se ele estiver disponível para isso. Ganhe-a e faça a sua gestão. Mas candidatou-se à Amadora e não ganhou. Candidatou-se duas vezes à Distrital de Lisboa e não ganhou. E depois de 4 ou 5 anos de acabar o seu processo de formação querem ser Primeiro-Ministros?

Diário de Campanha XIV

















20/05/08
LISBOA - OEIRAS
Hoje importa destacar a entrevista que Pedro Santana Lopes deu à SIC - Notícias, às 23h, oportunamente chamada «Dia D». (http://www.pedrosantanalopes.com/)


De ali, já à meia-noite, o candidato não deixou de passar na Biblioteca Municipal de Oeiras onde os militantes resistiram à espera do final da entrevista. Pedro Santana Lopes agradeceu, reconhecido, essa atenção e declarou: «Conheço o País nas várias dimensões, a nivel autárquico, regional, europeu, do poder central na perspectiva de uma pasta sectorial e de toda a governação. Conheço o terreno, as realidades e os processos de decisão. Conheço onde eles empatam. Sei o que quero fazer. Continuo a acreditar no que quero fazer. Governarei com médodo, rigor e a devida cadência. E vamos ganhar. Viva o PSD! Viva Portugal!».

terça-feira, 20 de maio de 2008

Diário de Campanha XIII


























19/05/2008

LISBOA - VAGOS - MEALHADA - LISBOA

Esta semana há debate no Plenário com o Primeiro-Ministro pelo que Pedro Santana Lopes orienta os trabalhos parlamentares que se vão suceder, de manhã cedo. A imprensa do dia trás, em destaque, a notícia de um voto, o de Domingos Duarte Lima, em Pedro Passos Coelho. Um destaque que nunca deu ao apoio manifestado por Alberto João Jardim a Pedro Santana Lopes, sabendo-se o que cada um destes militantes pesa no PSD. O candidato não comenta. Nem o fará durante as intervenções do dia em Vagos e na Mealhada. Tal como disse na véspera, em Torres Vedras, «há equívocos que persistem no PSD. A minha candidatura tem o sentido da clarificação».

A tarde divide-se entre o trabalho na sede da campanha, em Lisboa, e a viagem para Vagos onde a sede da concelhia se enche para ouvir o candidato numa sessão de esclarecimento. De ali Pedro Santana Lopes parte para a Mealhada. Aqui o debate com os apoiantes se faz à volta de uma mesa de restaurante. Regresso a Lisboa.
Amanhã o candidato dá uma entrevista à SIC Notícias, às 23 horas partindo depois para uma sessão de esclarecimento em Oeiras, no Auditório da Biblioteca Municipal.

Diário de Campanha XIII


18/05/2008

LISBOA - TORRES VEDRAS - LISBOA

No Domingo, em Lisboa, finalmente oportunidade para o candidato almoçar com a Família. A sede da campanha espera-o depois para reuniões de acerto de listas e planificação da campanha. A imprensa não destaca o número de apoios e de audiências crescentes no terreno nem dá a mesma antena a Pedro Santana Lopes do que a Passos Coelho e Ferreira Leite. Há que encontrar novas formas de comunicar com os militantes uma vez que o candidato não pode chegar a todo o País nas duas semanas que faltam para o escurtínio. O trabalho prolonga-se e Pedro Santana Lopes não consegue assistir à Final da Taça de Portugal no Jamor, como tinha previsto. Chegará aos 80' de jogo, a tempo dos bons resultados do seu Clube. Assim será com as Directas.

Parte depois para Torres Vedras onde janta com militantes, entre os quais dois ex-mandatários de Patinha Antão que decidiram passar a apoiar Pedro Santana Lopes. Nem todos os que quiseram participar na sessão de esclarecimento couberam na sede do PSD de Torres. Pedro Santana Lopes é apresentado como uma referência para os militantes: «No PSD temos apenas três: Sá Carneiro, o clarificador, o melhor de todos nós; Cavaco Silva, por ser um fazedor de obras e por ter feito Portugal acreditar que podia melhorar; e Pedro Santana Lopes que reúne as características dos dois: tem a coragem do primeiro e a capacidade de fazer obra e de mobilização do segundo».

O candidato afirma que se candidatou em nome da clarificação mas que, atendendo à últimas notícias, há equívocos que se mantém no PSD. «Há gente que faz opções em pensar em vencer 2009. Já em 2005 tivemos pessoas a fazer o jogo de Jorge Sampaio. Até José Sócrates era prudente em relação à dissolução da A.R. Também hoje há pessoas que são mais solidárias com pessoas de fora do PSD. Nunca os ouvi dizer que Sócrates não tem credibilidade apesar de tudo o que prometeu antes das eleições e o que fez depois de as ganhar. Se vamos escolher em 31 de Maio temos de o fazer resolvendo estes equívocos».

Nas perguntas, há quem recupere a expressão «desforra contra Sócrates», que ontem veio no Expresso, para identificar as motivações de Pedro Santana Lopes. O candidato esclarece: «Não tenho desforra nenhuma com Sócrates. Ele nunca me fez mal nenhum. Desforra têm os que nunca ganharam nada e precisam de uma fesforra sobre eles próprios».

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Algarve em peso com Santana Lopes



MENDES BOTA APOIA PEDRO SANTANA LOPES


1- No campo das ideias e dos princípios, sinto-me mais identificado com o projecto programático para o País e para o Partido, apresentado pelo Dr. Pedro Santana Lopes, designadamente, em matéria de democracia regional. Seria uma incoerência da minha parte apoiar um projecto contrário a este objectivo.

2- O Dr. Pedro Santana Lopes dispõe do currículo mais valioso e completo de entre todos os actuais dirigentes e militantes do PSD no activo e na disponibilidade, em termos de experiência governamental, parlamentar, autárquica e partidária: Primeiro Ministro, líder parlamentar, presidente da principal autarquia do País e Presidente do PSD.

3- O passado recente – e menos recente, também – demonstraram que a presença do líder da oposição na frente parlamentar é uma vantagem crucial e indispensável para o confronto político directo com o primeiro-ministro, adversário principal do PSD. O Dr. Pedro Santana Lopes preenche com mérito e distinção este requisito.

4- Não me envergonho do passado do PSD, orgulho-me das suas vitórias, mas também valorizo aqueles que, em seu nome, perderam com honra no campo do combate democrático, por vezes em circunstâncias muito difíceis. Tal como muitos social democratas, considero que o Dr. Pedro Santana Lopes foi injustiçado e traído em 2005, e merece a oportunidade de reconduzir o PSD à vitória nas eleições legislativas de 2009.

O Dr. Pedro Santana Lopes, ao longo da sua vida, deu provas de grande combatividade e de uma extraordinária força interior, nunca recusou os desafios sempre que o PSD dele precisou, preferindo correr riscos pessoais do que seguir a cartilha do calculismo político dos que se retiram estrategicamente à espera de calendários favoráveis.

José Mendes Bota
Deputado e Presidente da CPD do PSD/Algarve
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O PSD Algarve está em peso no apoio à candidatura de Pedro Santana Lopes à Presidência do Partido. Aqui se alista a Comissão de honra do candidato que conta com as principais figuras sociais-democratas do Distrito:
Presidente da Comissão de Honra:
Mendes Bota – Deputado e Presidente da CPD do PSD/Algarve
Mandatário Distrital:
Desidério Silva - Presidente da Câmara Municipal e da CPS do PSD de Albufeira
Presidentes de Câmaras Municipais:
Luis Gomes – Presidente da Câmara Municipal e da AS do PSD de VRSA
Presidentes de Órgãos Distritais do PSD/JSD/TSD:
Elidérico Viegas – Presidente da Assembleia Distrital do PSD/Algarve
José Vitor Silva – Presidente do Conselho de Jurisdição Distrital do PSD/Algarve
Alberto Almeida – Presidente dos TSD/Algarve
Fábio Bota – Presidente da JSD/Algarve
Marcos Guia – Presidente da Assembleia Distrital dos TSD/Algarve e
Vice-Presidente da CPD do PSD/Algarve e
Bruno Lage – Presidente do Conselho Distrital da JSD/Algarve e da CPS da JSD de Faro
Vereadores e Presidentes de Órgãos Autárquicos:
Carlos Quintino – Vereador da Câmara Municipal de Albufeira
Graça Figueiras – Vereadora da Câmara Municipal de Vila do Bispo
Helena Louro – Vereadora da Câmara Municipal de Faro
Joaquim Mendoza – Vereador da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel
José Carlos Rolo – Vice-Presidente da Câmara Municipal de Albufeira
Marlene Silva – Vereadora da Câmara Municipal de Albufeira
Búzio dos Reis – Presidente da Assembleia Municipal de Vila do Bispo
Carlos Silva e Sousa – Presidente da Assembleia Municipal de Albufeira
Eduardo Pereira – Presidente da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António
Hélder de Sousa – Presidente da Junta de Freguesia de Albufeira
José Marcelino – Presidente da Junta de Freguesia de Moncarapacho (Olhão)
Manuel António – Presidente da Junta de Freguesia de Monte Gordo (VRSA)
Ana Cristina Oliveira – Presidente da Assembleia de Freguesia de Albufeira
Presidentes de Comissões Políticas de Secção do PSD:
Daniel Santana – Presidente da CPS do PSD de Olhão
Gonçalo Mesquita – Presidente da CPS do PSD de S. Brás de Alportel
Hernâni Correia – Presidente da CPS do PSD de Portimão
José João Corvo – Presidente da CPS do PSD de VRSA
Justino Ramos – Presidente da CPS do PSD de Faro
Paulo Boto – Presidente da CPS do PSD de Vila do Bispo
Rui Horta – Presidente da CPS do PSD de Tavira
Presidentes de órgãos locais da JSD:
Filipe Almeida – Presidente da CPS da JSD de Lagos
Sofia Minhalma – Presidente da CPS da JSD de Tavira
Vera Corvo – Presidente da CPS da JSD de Vila Real de Santo António
João Tiago Louzeiro – Presidente da Mesa da Assembleia de Secção da JSD de Faro
Militantes e antigos dirigentes de referência do PSD:
Ana Carla Abreu – Líder da bancada do PSD na Assembleia de Freguesia de Portimão e membro do Conselho de Jurisdição Distrital do PSD/Algarve
Antonieta Guerreiro – ex-Presidente da JSD/Portimão
Daniel Cunha Dias – ex-Deputado
David Santos – Vice-Presidente da CPS do PSD de Faro, ex-Deputado, ex-Vereador
Filipe Abreu – ex-Deputado e ex-Presidente da CPS do PSD de Portimão
José Armando Ramos – ex-Vereador da Câmara Municipal e ex-Presidente da CPS do PSD de Monchique
José Inácio Martins – ex-Presidente da CPS do PSD de Silves
Mário Botelho – Presidente do Núcleo do PSD de Quarteira
Nuno Correia – ex-Presidente da JSD/Algarve
Paulo Alentejano – ex-Presidente da JSD/Algarve, e Vice-Presidente da CPS do PSD de Faro
Rui Marreiros – ex-Presidente da CPS do PSD/Aljezur
Vidaúl Costa – ex-Presidente da CPS e ex-Vereador da Câmara Municipal de Monchique